Caiado critica ministro do União Brasil que tenta manter cargo no Governo Lula; veja vídeo
O governador goiano questiona como os membros do partido podem conciliar a lealdade ao governo petista com a filiação a uma legenda que se posiciona claramente em oposição

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), manifestou-se nesta quarta-feira (8) sobre a permanência de ministros filiados ao União Brasil no governo do presidente Lula, classificando a situação como "inadmissível" e de "imoralidade ímpar". Caiado questiona como os membros do partido podem conciliar a lealdade ao governo petista com a filiação a uma legenda que se posiciona claramente em oposição.
"Não se pode servir a dois senhores: ser soldado do Lula e ao mesmo tempo representar um partido que já declarou oposição ao governo. Como é que você pode estar filiado a um partido, dentro das regras do partido, das definições ali dos princípios partidários, e querer ser soldado do Lula e do União Brasil simultaneamente? Essa condição realmente não pode ser admitida. E é por isso que o partido tomará decisões para evitar esse mau exemplo e garantir que as regras partidárias sejam respeitadas", afirmou Caiado.
Entenda o Caso
O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), declarou que permanecerá à frente da pasta até o ano que vem, contrariando a direção nacional do União Brasil, que exigiu a entrega dos cargos ocupados por seus filiados no governo Lula. Sabino argumenta que a permanência é pelo "bem do turismo" e para garantir a realização da COP30 no Pará.
"Pelo bem do turismo, pelo bem dos serviços que a gente vem fazendo em todo o país, mas especialmente pelo bem do povo do Pará e pela realização da COP30, vou permanecer no governo", disse o ministro.
A cúpula do União Brasil reuniu-se na manhã desta quarta-feira (8) para analisar um processo que pode resultar na expulsão de Sabino por suposta infidelidade partidária. Em paralelo, o ministro dos Esportes, André Fufuca, foi afastado do Progressistas (PP) após declarar apoio a Lula. A decisão foi comunicada pelo presidente do PP, Ciro Nogueira.
Sabino Tenta Permanecer no Cargo
Em 18 de setembro, o União Brasil aprovou uma resolução exigindo que seus filiados deixassem cargos no governo Lula em até 24 horas. Sabino, contudo, tem buscado um diálogo para garantir sua permanência até a conclusão dos preparativos para a COP30.
Ele formalizou seu pedido de demissão em 26 de setembro, mas permaneceu no cargo para acompanhar o presidente em agendas relacionadas à COP no Pará. A estratégia de Sabino é tentar conciliar seu papel ministerial com as diretrizes partidárias, apesar da crescente pressão para que escolha um dos lados.
A situação reflete um impasse entre ministros que desejam continuar suas funções no governo e a linha dura dos partidos de oposição, que não admitem a dupla filiação. A resolução desse conflito poderá definir os rumos políticos de figuras-chave do atual ministério e a postura dos partidos frente ao governo Lula.

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