Caiado critica condenação de Bolsonaro e defende anistia se for eleito presidente
Caiado criticou a forma como a decisão foi conduzida, afirmando que o julgamento deveria ter ocorrido no Pleno do Supremo.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), se manifestou nesta quinta-feira (11) nas redes sociais sobre a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sete aliados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acusados de organização criminosa e tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
Caiado criticou a forma como a decisão foi conduzida, afirmando que o julgamento deveria ter ocorrido no Pleno do Supremo, com 11 ministros votantes, para que a totalidade da Corte pudesse se manifestar e diferentes interpretações fossem debatidas, e não apenas com a primeira turma de cinco ministros, como ocorreu.
O chefe do Executivo estadual também expressou preocupação com o que considera restrições aos direitos do ex-presidente, citando a limitação de sua defesa pública e da liberdade de ir e vir. "Digo 'mais uma vez' porque essa condenação já havia sido, de certa forma, antecipada: primeiro, quando lhe foi negado o direito de se defender publicamente; depois, quando até o seu direito de ir e vir foi restringido", escreveu Caiado.
Defesa de anistia
Além de criticar a decisão da Corte, Caiado defendeu a anistia a todos os condenados em razão dos acontecimentos de 8 de janeiro, destacando que seria uma medida necessária para a pacificação nacional. "Se tiver a oportunidade de chegar à Presidência da República, assinarei a anistia assim que tomar posse. Somente dessa forma poderemos alcançar a paz necessária para construir um governo de conciliação, com foco no futuro", afirmou.
Segundo o governador, a medida visaria promover um governo de conciliação, voltado para enfrentar os problemas reais dos brasileiros e promover o progresso. "Um governo dedicado a enfrentar os problemas reais dos brasileiros e a promover o verdadeiro progresso para nossa gente".
Caiado ressaltou ainda que a decisão do STF não encerra o debate nem a polarização política no país, reforçando a necessidade de diálogo e medidas que contribuam para a união nacional.
Condenação
O ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão na ação que apurou um plano de golpe de Estado após as eleições de 2022. Além da prisão, Bolsonaro também foi condenado a 124 dias multa, no valor de dois salários mínimos o dia. A prisão não será automática. Só será efetivada após a análise dos recursos contra a condenação. Bolsonaro atualmente cumpre prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica, por determinação de Moraes, e está inelegível.

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