Caiado “barganha” Detran com o Podemos para trazer partido de volta à base
Ainda besta terça-feira (29), Caiado pode indicar o vice-presidente nacional do Podemos, Eduardo Machado, à presidência da autarquia e o Podemos declarar apoio ao governador.

O Podemos, de Renata Abreu, pode, ainda nesta terça-feira (29), anunciar apoio à reeleição de Ronaldo Caiado (União Brasil) e “dar as costas” para Gustavo Mendanha (sem partido), nos “jogos vorazes” da política goiana. O motivo, segundo informações de bastidores, é que a cúpula do partido não tem visto com bons olhos “as movimentações” do ainda prefeito de Aparecida, principalmente no que diz respeito à tentativa de aproximação com Bolsonaro.
Outro fator, que deve ser determinante, é que Caiado estaria “barganhando” o comando do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) com o Podemos em troca do apoio.
Toda essa questão deve ser decidida ainda nesta terça-feira (29), quando Caiado deve indicar o 1º vice-presidente nacional do Podemos, Eduardo Machado, à presidência do Detran.
Como contrapartida, que deve ser retribuída também nesta terça, o Podemos deve anunciar apoio à reeleição de Caiado e, consequentemente, a saída do lado de Mendanha.
No entanto, a manobra política implica em outras questões, já que a presidência estadual do partido foi entregue ao vice-prefeito de Aparecida, Vilmar Mariano, aliado de primeira hora de Mendanha, que ainda nega a troca de apoio do partido.
Porém, caso o acerto “Caiado-Podemos” seja concretizado, Vilmar, que assumiu o partido em Goiás no início do ano, deve perder o comando da sigla.
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Na avaliação de Eduardo Machado, Mendanha pode ter perdido o “timing” pela demora da escolha de um partido para se filiar, o que atrapalha na articulação de alianças.
No entanto, ainda segundo Machado, a tentativa de aproximação com Bolsonaro foi algo muito malvisto pelo Podemos, que tem o ex-juiz Sérgio Moro como candidato próprio à corrida presidencial.
“Acho que ele perdeu o timing. Poderia ter lançado mais cedo esse desafio. Demorou para conquistar partidos aliados. Esse apoio a Bolsonaro veio numa hora incerta. Ele foi dar apoio ao presidente que não o apoia. Horas depois de declarar apoio ao presidente, o presidente deixou bem claro que não o apoia. E o Podemos tem candidato próprio a presidente da República, que é o Sergio Moro, então foi mais um motivo de tornar incompatível os caminhos de Mendanha e Podemos”, diz Machado.

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