Caiado afirma que "radical" não tem 88% de aprovação e aposta na conquista eleitor; assista
Em nova tentativa de chegar à Presidência, governador de Goiás aposta na experiência e no discurso contra extremos para atrair eleitor de centro

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, lançou sua pré-candidatura à Presidência da República pelo PSD, marcando sua segunda tentativa de disputar o cargo — a primeira foi em 1989. Com uma trajetória de quase 40 anos na vida pública, o médico e político aposta agora no discurso contra a polarização para ampliar apoio entre eleitores de centro e da direita moderada.
Aos 76 anos, Caiado chega ao novo ciclo eleitoral com um currículo que mistura medicina, atuação no agronegócio e longa carreira parlamentar. Ortopedista de formação, com estudos no Rio de Janeiro e na França, ele construiu sua base política após fundar a União Democrática Ruralista (UDR), ainda antes de ocupar cargos eletivos.
Desde então, foram cinco mandatos como deputado federal, um como senador e dois como governador de Goiás. Ao longo da trajetória, passou por siglas como PFL, DEM e União Brasil, partido pelo qual também chegou a lançar seu nome anteriormente.
Agora no PSD, ele tenta se reposicionar no cenário nacional como alternativa à polarização política.
“Só mudou o paciente”
Questionado sobre como pretende conquistar eleitores cansados da divisão política, Caiado apostou em uma metáfora ligada à sua profissão para explicar sua estratégia.
“Eu sou um médico, eu aprendi na minha vida é tratar, cuidar das pessoas. Ao invés de cuidar das pessoas de Goiás, eu agora tenho que cuidar de todos, porque essa pré-candidatura é do Brasil, só mudou o paciente.”
O governador afirmou que pretende usar sua experiência acumulada como parlamentar e gestor para dialogar com diferentes setores da sociedade e reduzir tensões políticas.
Crítica ao clima de confronto
Caiado também destacou que o ambiente de polarização no país atingiu um nível que considera “insustentável”, citando até referências fora da política para ilustrar o cenário.
Ele mencionou uma fala do ex-jogador Zico sobre rivalidades no futebol para defender que divergências não devem impedir a convivência.
“O brasileiro não tem esse traço dessa polarização no dia a dia. O candidato tem que mostrar capacidade de pôr fim a isso.”
Estratégia para crescer
Na avaliação do próprio Caiado, sua imagem de gestor bem avaliado pode ajudar a atrair eleitores fora dos polos mais radicalizados. Ele citou ter alcançado 88% de aprovação em Goiás como prova de que consegue dialogar com diferentes públicos.
A aposta central da campanha, segundo ele, será focar em temas práticos e evitar embates ideológicos:
“Vamos focar no que é importante: educação, inovação e desenvolvimento. É possível governar o Brasil sem essa radicalização.”
Ao se apresentar como um nome experiente e moderado, Caiado tenta ocupar um espaço ainda em disputa na corrida presidencial — o de candidato capaz de furar a polarização e dialogar com múltiplos segmentos do eleitorado.

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