Caiado admite deixar União Brasil para concorrer à presidência; veja para onde deve ir
Caiado afirmou que já comunicou sua decisão ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e ao vice-presidente da legenda, ACM Neto.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pode deixar o União Brasil para viabilizar a candidatura a presidente nas eleições deste ano. Caiado afirmou que está em negociações com outras siglas. O G5News apurou que dentre os possíveis destinos, estão partidos como Podemos e Solidariedade. A declaração foi dada em entrevista à rádio Nova Brasil, de São Paulo, onde Caiado cumpre agenda nesta terça-feira (27).
Caiado afirmou que já comunicou sua decisão ao presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, e ao vice-presidente da legenda, ACM Neto. Segundo o governador, a federação formada entre o União Brasil e o PP, comandado por Ciro Nogueira, dificulta a construção de sua candidatura, já que o dirigente do Progressistas é contrário ao projeto presidencial do goiano.
“Nessa situação, estou buscando outro partido para me candidatar”, declarou Caiado, ao explicar que o assunto vem sendo tratado com a cúpula da legenda desde o fim do ano passado, em encontros ocorridos durante o Natal, o Ano-Novo e também na tradicional Lavagem do Bonfim, em Salvador, em janeiro, quando esteve ao lado de ACM Neto.
O governador disse que sua filiação a uma nova sigla deve ser definida “nos próximos dias”. O presidente nacional do Solidariedade, deputado federal Paulinho da Força, confirmou que ainda não se reuniu recentemente com Caiado por estar em viagem ao exterior, mas afirmou que o encontro deve ocorrer na próxima semana. Segundo ele, o partido está à disposição para receber o governador como possível candidato pela federação Solidariedade/PRD.
Confirmou na entrevista
Na entrevista, Caiado reiterou que não pretende abrir mão de disputar o Palácio do Planalto e criticou a tentativa de concentração de candidaturas no campo da direita. Para ele, interessa apenas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que haja um único nome oposicionista. “Lógico que eu vou até o fim. A minha história de vida me credencia isso”, afirmou.
Questionado sobre a necessidade de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para uma candidatura de direita, Caiado avaliou que o endosso não garante transferência automática de votos e ressaltou que o cenário eleitoral ainda está em aberto. “A campanha não definiu nenhum vitorioso. Muitos fatos ainda vão ocorrer até outubro”, concluiu.

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