Caiado acusa governo federal de favorecer o crime e promete abrir dados do Coaf
Segundo Caiado, o governo federal é omisso ao não repassar aos estados dados considerados estratégicos para o enfrentamento ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro.

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou nesta quinta-feira (4) que, se eleito, irá compartilhar informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com os governos estaduais para reforçar o combate ao crime organizado. A declaração foi dada durante sabatina promovida pelo G4 e pelo portal O Antagonista.
Segundo Caiado, o governo federal é omisso ao não repassar aos estados dados considerados estratégicos para o enfrentamento ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro.
"O Coaf e a Receita Federal têm todos os dados em mãos, nunca foram repassados aos governadores. Eu vou abrir o Coaf e vou avisar ao governador e às autoridades responsáveis qualquer circulação indevida", afirmou.
Durante a entrevista, o ex-governador também defendeu uma agenda econômica baseada no equilíbrio fiscal, reformas política e administrativa e revisão de pontos da reforma tributária. Para Caiado, é possível conciliar responsabilidade nas contas públicas com políticas sociais.
"Equilíbrio fiscal convive com política social muito bem. Uma coisa é ter rede de proteção, outra coisa é ter uso indevido de dinheiro público para ganhar eleições", disse.
Ao comentar temas ligados à segurança pública, Caiado voltou a defender endurecimento no combate ao crime organizado.
Questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e três meses de prisão por liderar a organização criminosa que planejou a tentativa de golpe de Estado, Caiado afirmou que concederia indulto caso seja eleito.
"Não só ele. A todos os outros presos do 8 de janeiro. Isso aí não vai ter um dia mais de discussão no meu governo", declarou.
Durante a sabatina, Caiado também foi questionado sobre contratos firmados durante sua gestão no Governo de Goiás com empresas ligadas a um empresário acusado de manter vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O pré-candidato criticou a falta de compartilhamento de informações por parte do governo federal e afirmou que os estados não têm acesso aos dados do Coaf que poderiam identificar esse tipo de movimentação financeira.

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