BYD e Amado Batista são incluídos na lista de trabalho escravo
Atualização do governo federal registra 613 empregadores na lista suja, incluindo a montadora chinesa e o cantor.

A nova atualização da "lista suja" do trabalho escravo foi divulgada pelo Ministério do Trabalho e do Emprego. O cadastro agora conta com 613 nomes, após a inclusão de 169 novos empregadores. Destacam-se na lista a montadora chinesa BYD e o cantor Amado Batista.
A inclusão da BYD está ligada a uma operação realizada em dezembro de 2024. Na ocasião, 163 trabalhadores chineses foram encontrados em condições degradantes nas obras de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. A empresa terceirizada responsável pela construção foi alvo de investigações.
Os problemas nas obras incluíam superlotação nos alojamentos e falta de infraestrutura adequada. Além disso, os trabalhadores enfrentavam jornadas de trabalho longas e irregularidades na entrada no Brasil. A BYD rompeu contrato com a empresa terceirizada após a repercussão do caso, mas a inclusão na lista se deu por decisão administrativa.
O cantor Amado Batista também foi incluído na lista após fiscalizações em suas propriedades rurais em Goianápolis, Goiás. Nesses locais, 14 trabalhadores foram identificados em situações análogas à escravidão. As condições enfrentadas incluíam jornadas exaustivas e estrutura inadequada para alojamento.
Entre os problemas destacados nas propriedades de Amado Batista estão a ausência de camas, falta de estrutura para refeições e péssimas condições de higiene. Relatos de fiscais indicam que os trabalhadores chegavam a cumprir jornadas de até 16 horas diárias, sem registro formal e com atraso nos salários.
A "lista suja" é um dos principais instrumentos de combate ao trabalho escravo contemporâneo no Brasil. A inclusão de nomes como BYD e Amado Batista mostra a seriedade das investigações e a necessidade de garantir condições dignas aos trabalhadores.

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