Buscas na casa de Bolsonaro apreende US$ 14 mil, R$ 8 mil e pendrive "escondido" no banheiro
Este dispositivo será submetido a uma perícia detalhada pela Polícia Científica, e os resultados serão analisados pela Polícia Federal em seu laboratório

Operação deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta sexta-feira (18), com cumprimentos de mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apreendeu US$ 14 mil, R$ 8 mil e um pendrive, que estava "escondido" no banheiro da casa do ex-presidente, que chamou atenção dos agentes.
A ação incluiu medidas cautelares severas, entre elas a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, a proibição do uso de redes sociais e até mesmo a proibição de Bolsonaro de manter contato com os próprio filho Eduardo Bolsonaro.
Descoberta de um Pen-drive
Além das quantias em dinheiro, agentes federais comunicaram ao Supremo Tribunal Federal a apreensão de um pendrive escondido em um banheiro da residência do ex-presidente. Este dispositivo será submetido a uma perícia detalhada pela Polícia Científica, e os resultados serão analisados pela Polícia Federal em seu laboratório.
Declarações da Defesa de Bolsonaro
O advogado do ex-presidente, Celso Villardi, emitiu uma nota expressando surpresa e indignação em relação às medidas impostas, afirmando que Bolsonaro sempre cumpriu com as determinações judiciais. A defesa planeja se manifestar formalmente após a análise das razões por trás das medidas expedidas pelo ministro Alexandre Moraes do STF.
"A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu com surpresa e indignação a imposição de medidas cautelares severas contra ele, que até o presente momento sempre cumpriu com todas as determinações do Poder Judiciário. A defesa irá se manifestar oportunamente após conhecer a decisão judicial".
A operação e as medidas cautelares fazem parte do processo penal em que Jair Bolsonaro é acusado de envolvimento em um suposto golpe de Estado ocorrido em 2022. Na última segunda-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou formalmente a condenação do ex-presidente, alegando que ele incitou o caos social após sua derrota nas eleições presidenciais para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Se condenado pelas acusações de organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro poderá enfrentar uma pena superior a 40 anos de prisão. Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia decretado sua inelegibilidade até 2030 devido a abusos de poder e uso impróprio dos meios de comunicação durante sua campanha de 2022.
O ex-presidente alegou ser alvo de perseguição política, afirmando que continua em vantagem nas pesquisas de intenção de voto e criticou as decisões do TSE durante as eleições passadas.

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