Bruno Peixoto cria mais 170 cargos na Alego para contratar apadrinhados
A medida, que não recebeu divulgação oficial por parte da Casa Legislativa, foi inserida através de uma emenda em um projeto de resolução que originalmente tratava apenas de servidores efetivos

Em uma movimentação controversa, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), sob a liderança do presidente Bruno Peixoto, aprovou na última semana a criação de 170 novos cargos comissionados, o que pode gerar um impacto significativo aos cofres públicos de aproximadamente R$ 15 milhões anuais.
A medida, que não recebeu divulgação oficial por parte da Casa Legislativa, foi inserida através de uma emenda em um projeto de resolução que originalmente tratava apenas de servidores efetivos. A informação só veio a público após ser identificada no portal da transparência da instituição.
Os novos cargos, destinados a indicações políticas dos deputados, apresentam remunerações que variam de R$ 2.400 a R$ 14 mil mensais. A criação dessas posições ocorre em um momento em que a Alego já conta com milhares de servidores em seu quadro funcional.
Chama atenção a forma como a medida foi implementada, sem qualquer anúncio oficial ou debate público. A inclusão dos cargos através de uma emenda em projeto que tratava de tema diverso levanta questionamentos sobre a transparência do processo legislativo.
O impacto financeiro anual de R$ 15 milhões representa um aumento significativo nas despesas com pessoal da Alego. Este valor, que será custeado com recursos públicos, equivale a mais de R$ 1,25 milhão por mês em novos gastos com folha de pagamento.
A criação destes cargos comissionados, que são de livre nomeação, amplia o já extenso quadro de servidores da Casa e reforça o debate sobre o uso de recursos públicos para nomeações políticas no legislativo estadual.

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