Brasil dribla chantagem tarifária de Trump e mantém exportações em alta

Dois meses após o tarifaço imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, o estrago na economia brasileira é menor que o temido. Levantamento da Câmera Americana de Comércio para o Brasil mostra que só 44,6% das exportações nacionais estão sob a alíquota máxima de 50%. Outros 29,5% enfrentam sobretaxas menores e 25,9% dos produtos ficaram isentos.
A chantagem tarifária contra o Brasil ocorreu após movimentação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) com objetivo de punir o Brasil e evitar que o Supremo Tribunal Federal condenasse seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, a medida falhou e o ex-presidente está preso e condenado a 27 anos e três meses de cadeia.
Segundo a Câmera Americana de Comércio, a razão está na capacidade do Brasil de redirecionar commodities como café, carne e açúcar para outros mercados.
Mas nem todos os setores escaparam. O café — produto mais afetado — viu as vendas aos EUA despencarem 56% em setembro, com tendência de zerar neste início de outubro. O preço da bebida no mercado americano disparou de 284 para 380 centavos de dólar por libra-peso. No entanto, houve uma grande realocação. O Brasil está focando na Europa, enquanto a Colômbia mira os EUA.
Em contrapartida, indústrias com menor capacidade de adaptação, como a madeireira, já cortaram mais de 4 mil empregos e enfrentam estoques parados. A saída, para muitos, tem sido buscar crédito e ampliar as vendas dentro do país.

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