Bolsonaro pede a Moraes que autorize cirurgia
Conforme documentação assinada por Claudio Birolini, médico-chefe da equipe cirúrgica, o procedimento visa a remoção de um nevo melanocítico, uma pinta ou mancha geralmente benigna

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização ao ministro Alexandre de Moraes para se ausentar de suas obrigações judiciais, de prisão domiciliar, no próximo domingo (14), devido a um procedimento médico. A defesa de Bolsonaro apresentou um ofício informando que ele deve passar por uma operação ambulatorial para a remoção de lesões cutâneas no Hospital DF Star, com previsão de alta no mesmo dia.
Conforme documentação assinada por Claudio Birolini, médico-chefe da equipe cirúrgica, o procedimento visa a remoção de um nevo melanocítico de tronco, uma pinta ou mancha geralmente benigna, mas que exige monitoramento contínuo caso apresente alterações significativas no tamanho, formato ou cor. A operação foi programada para ocorrer em um momento delicado, uma vez que está agendada apenas dois dias após a conclusão do julgamento de Bolsonaro na Primeira Turma do STF, que deve acontecer na sexta-feira (12).
Contexto da Prisão Domiciliar
Desde o dia 4 de agosto, Jair Bolsonaro cumpre uma ordem de prisão domiciliar, que inclui a utilização de uma tornozeleira eletrônica e restrições quanto aos horários em que pode deixar sua residência. A situação se agravou com a divulgação, por parte de seus filhos, de sua participação em um ato bolsonarista realizado por videoconferência um dia antes de sua detenção. As postagens foram rapidamente apagadas, mas não sem chamar a atenção das autoridades.
O ministro Alexandre de Moraes destacou que Bolsonaro desrespeitou severamente as medidas cautelares impostas, como a proibição de uso de redes sociais, o que gerou descontentamento e reforçou a vigilância sobre suas ações.
Retomada do Julgamento no STF
Nesta terça-feira (9/9), a Primeira Turma do STF retoma o julgamento que investiga a suposta participação de Bolsonaro em uma trama golpista, ao lado de outros sete réus. O processo, que já gerou grande repercussão, teve início com a abertura da sessão pelo presidente da turma, Cristiano Zanin. Em seguida, Alexandre de Moraes apresentou o relatório do caso, detalhando os pontos principais da Ação Penal nº 2.668.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou a acusação, pedindo a condenação de Bolsonaro e seus aliados. Na fase inicial, representantes da defesa tiveram a oportunidade de expor seus argumentos, cerrando essa etapa no dia seguinte. A expectativa é que nesta terça, os ministros comecem a emitir seus votos, com Moraes abrindo a sessão de deliberações.


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