Bolsonaro passa mal durante agenda em Goiânia e é internado às pressas
Bolsonaro, que cumpria a agenda no Frigorífico Goiás, onde um churrasco foi oferecido em sua homenagem, relatou febre e mal-estar, e foi imediatamente encaminhado para Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cancelou sua agenda em Anápolis e foi internado após relatar febre e mal-estar durante sua participação no "churrasco" oferecido em sua homenagem no Frigorífico Goiás, na manhã desta sexta-feira (20). O motivo da hospitalização, segundo ele próprio, seriam complicações decorrentes das cirurgias realizadas como parte do tratamento do atentado que sofreu em setembro de 2018.
O vereador Vitor Hugo, que estava próximo ao ex-presidente, informou que Bolsonaro estava muito animado antes do episódio, mas "se sentiu mal em função dos remédios que toma para recuperação da cirurgia".
Bolsonaro, que cumpria a agenda programada no Frigorífico Goiás, localizado na Avenida Jamel Cecílio, em Goiânia, onde um churrasco foi oferecido em sua homenagem, a partir das 9h, não conseguiu permanecer até o final e foi imediatamente encaminhado para Brasília.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o estado de saúde de Bolsonaro. A expectativa é de que médicos divulguem um boletim em breve, esclarecendo a condição clínica do ex-presidente.
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Compromissos Anteriores
Antes da internação, Bolsonaro participou, na noite de quinta-feira (19), de uma breve sessão solene na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, onde foi condecorado com o título de cidadão aparecidense. Durante o evento, visivelmente abatido, ele fez um discurso curto em que agradeceu a homenagem, destacou ações de seu governo e criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seu discurso, Bolsonaro não hesitou em apontar questões que, segundo ele, caracterizam a atual administração.
“Vocês acompanham o trabalho do atual governo para nos censurar. O governo decide o que você pode ou não dizer nas redes sociais. Mais fake news que a imprensa tradicional faz, é impossível. Essa tentativa de nos calar significa uma tentativa de arrumar as eleições de 2026 de acordo com seus interesses. O que nós podemos fazer é não desistir”, afirmou.

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