Bolsonaro fala em "jogar a toalha" se continuar inelegível; veja vídeo
A afirmação veio após Valdemar Costa Neto, presidente do PL, mencionar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é a principal opção do partido para candidatura presidencial

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (16) sua intenção de concorrer à Presidência da República em 2026, apesar de estar inelegível até 2030 devido a decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O político falou em "jogar a toalha" se continuar inelegível e não conseguir ser candidato: "Vou cuidar da minha vida".
A afirmação veio após Valdemar Costa Neto, presidente do PL, mencionar que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é a principal opção do partido para a candidatura presidencial, caso Bolsonaro não possa participar.
Bolsonaro foi declarado inelegível por duas condenações relacionadas ao abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. Os casos envolvem uma reunião com embaixadores estrangeiros em julho de 2022 e a promoção de sua campanha à reeleição durante o evento de 7 de Setembro do mesmo ano.
Em entrevista à rádio Auri Verde Brasil, Bolsonaro classificou a decisão de inelegibilidade como uma "perseguição". Ele questionou a condenação por abuso de poder econômico, citando sua presença em um carro de som do pastor Malafaia como exemplo.
"O candidato para 2026 é Jair Messias Bolsonaro. Estou inelegível; por quê? Que abuso de poder econômico é estar no carro de som do pastor Malafaia? Isso é perseguição", afirmou o ex-presidente.
Bolsonaro também expressou desânimo com a situação, afirmando que, se sua inelegibilidade persistir até a próxima eleição presidencial, ele "jogará a toalha" e deixará de acreditar no Brasil.
"Se essa inelegibilidade continuar, eu jogo a toalha, não acredito mais no Brasil, o meu país, pelo qual dou minha vida. Eu só tenho um caminho, antes que me matem ou façam algo pior", declarou.
A declaração de Bolsonaro agita o cenário político nacional e levanta questões sobre o futuro das eleições presidenciais de 2026, enquanto seus apoiadores e adversários aguardam os próximos desdobramentos legais e políticos.

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