Bolsonaro diz que vai aguardar para homologar Goiás em programa federal; veja vídeo
O presidente, acompanhado do deputado federal Victor Hugo, apontaram que Goiás vive situação financeira há algum tempo e que a Recuperação Fiscal vai trazer consequências aos servidores.

O presidente Jair Bolsonaro (PL), ,durante sua live nesta quinta-feira (16), mais uma vez usou Goiás como exemplo, mais especificamente o pedido do governador Ronaldo Caiado (DEM) para que o estado entre no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), para explicar os prós e o contras do programa, especificamente para os servidores do estado.
Ao lado do deputado federal Victor Hugo, que não esconde a intenção de sair “o candidato de Bolsonaro” na corrida eleitoral de 2022 ao Governo de Goiás, o presidente ressaltou as dificuldades financeiras que o estado tem passado e que vai “aguardar mais um pouco” para homologar a Recuperação Fiscal pedida por caiado.
“Estamos vivendo um momento, pelo que parece, pós-pandemia, mas estamos vivendo as consequências na economia. Vocês lembram, lá atrás, quando muitos prefeitos, governadores e o povo falavam ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’, bem, tá chegando a questão da economia, inflação no mundo todo entre outros problemas. Mas estados do Brasil, como Goiás, que estão numa situação financeira complicada, ‘fica em casa, a economia a gente vê depois’, pedem uma recuperação fiscal, que passa por mim e uma análise da equipe econômica”, disse Bolsonaro.
O líder do Executivo nacional passou a palavra para o deputado explicar como funciona o programa de recuperação fiscal e as consequências da adesão aos estados para que depois a culpa dos impeditivos de algumas ações, como reajuste aos servidores, por exemplo, caia sobre ele (Bolsonaro).
“Não sou eu que estou propondo a recuperação fiscal, são os governadores, no caso aqui o governador de Goiás [Caiado], e tem consequências em cima disso e não vão querer me culpar depois. A responsabilidade é do governador de Goiás”, ressaltou Bolsonaro.
Victor Hugo começou falando sobre a situação fiscal de Goiás, que segundo ele, já está há algum tempo numa condição muito ruim, com a capacidade de pagamento na classificação C. Criticou a política do “fica em casa” e colocou o isolamento orientado durante a pandemia como uma das causas que ajudaram a piorar a situação do estado, ressaltando os números de receita perdidos em comparação dos anos de 2019 e 2020.
O deputado explicou que o Regime de Recuperação Fiscal é uma forma de os estados “sanearem” a situação fiscal, mas que é algo voluntário, o governador pode ou não solicitar e para ser aceito tem que cumprir alguns requisitos analisados pelo Ministério da economia e depois homologado pelo presidente.
“No caso de Goiás, a gente ainda não tem transparência sobre quais contrapartidas o governador propôs para que Goiás poder aderir. A lei prevê que não vai poder ter aumento para servidor, não vai poder ter concurso público, criação de despesas obrigatórias e continuadas. Isso já foi proposto pelo governador, mas é importante que ele venha a público para dizer as consequências efetivas para que depois não recaia sobre o governo federal uma opção, que na verdade, foi dele [Caiado]”, explicou Victor Hugo.
O deputado ressaltou ainda que com o programa Caiado vai ter dinheiro em caixa, mas isso vai ter reflexo, principalmente, no serviço público. Então, é importante que ele diga o que propôs, monte o portal da transparência. Goiás vai ser o primeiro estado no governo Bolsonaro a entrar no Regime de Recuperação Fiscal, se o presidente homologar o pedido.
“Esse tipo de conversa, em especial em ano eleitoral, acontece. O governador fica com o recurso nesse acordo e depois culpa o governo federal: ‘eu queria aumentar, mas não foi possível’. Então, vou esperar um pouco mais, tomar conhecimento melhor do assunto, para dar prosseguimento a esse pedido do governador de Goiás [Caiado]”, finalizou Bolsonaro.
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