Bolsonaro diz que operação da PF foi “suprema humilhação”; veja vídeo
A fala de Bolsonaro, ao sair da sede da PF em Brasília com uma tornozeleira eletrônica, aborda várias questões que ele considera relevantes sobre sua situação legal e política

Após a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro, em Brasília, e encaminhar o investigado à sede da PF, onde foi instalado nele uma tornozeleira de monitoramento, o ex-presidente concedeu entrevista a jornalistas assim que foi liberado.
O mandado foi cumprido na manhã desta sexta-feira (18), a pedido da Polícia Federal e autorizado por Moraes.
Além da casa de Bolsonaro, buscas foram feitas no escritório de Bolsonaro na sede do PL.
Esta operação é mais um capítulo do processo penal em que Bolsonaro é réu, investigando seu envolvimento no núcleo central da tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022.
A fala de Bolsonaro, ao sair da sede da PF em Brasília com uma tornozeleira eletrônica, aborda várias questões que ele considera relevantes sobre sua situação legal e política.
Bolsonaro menciona que seus advogados precisam revisar o inquérito que gerou as medidas cautelares contra ele. Ele liga esse inquérito a outro que envolve seu filho, Eduardo Bolsonaro, ressaltando que ambos enfrentam situações legais distintas, mas possivelmente interconectadas. Ainda destaca a busca em sua casa, durante a qual foram apreendidos valores em dinheiro e um pendrive.
Embora Bolsonaro afirma que todos os valores têm origem comprovada, a presença da polícia em sua residência e a apreensão são vistas por ele como exageradas ou infundadas.
Bolsonaro classifica o inquérito relacionado a acusações de tentativa de golpe como "político" e sem fundamentos concretos. Ele critica a inclusão de seu nome nesse contexto pelo Procurador-Geral da República, que ele acredita ter ultrapassado as evidências apresentadas.
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Por fim, Bolsonaro expressa que as medidas cautelares impostas, incluindo a restrição de movimentos e a proibição de se aproximar de embaixadas e do próprio filho, Eduardo, visam humilhá-lo politicamente. Ele enfatiza não ter nenhum plano de deixar o Brasil ou buscar refúgio em embaixadas, o que refuta teorias de fuga.
“Meus advogados têm de tomar conhecimento do inquérito. O inquérito que gerou as cautelares sobre mim é aquilo que meu filho está respondendo por estar nos Estados Unidos, o Eduardo Bolsonaro. Estou restrito à Brasília, com tornozeleira, fizeram a busca e apreensão em casa, pegaram 7 mil reais e aproximadamente 14 mil dólares, tudo devidamente com origem. Então, no momento, é um novo inquérito, que eu estou também dentro dele. O inquérito do golpe é um inquérito político, nada de concreto existe ali e a própria Polícia Federal não me botou no Rio de Janeiro. O PGR foi além do que viu no inquérito, me botou no Rio de Janeiro, mas não tem prova de nada. Um golpe num domingo, um golpe sem forças armadas, sem armas, um golpe realmente de festim. Agora, o julgamento, eu espero que seja técnico e não político. No mais, nunca pensei em sair do Brasil, nunca pensei em ir para embaixada, mas as cautelares são em função disso. Eu não posso me aproximar de embaixada, eu tenho horário para ficar na rua e no meu Entender o objetivo é uma suprema humilhação, esse que é o objetivo”.

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