Bolsonaro, Caiado e Marçal reagem ao anúncio da candidatura de Gusttavo Lima
Marçal declara apoio, Caiado vê com naturalidade, e Bolsonaro sugere traição a ponto de colocar Caiado como pivô da articulação

O cantor sertanejo, Gusttavo Lima, movimentou o cenário político ao anunciar que pretende se candidatar a presidente nas eleições gerais de 2026. Considerados nomes presidenciáveis da direita conservadora, como o governador Ronaldo Caiado (UB), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o empresário Pablo Marçal (PRTB), reagiram. Fontes ligadas aos personagens políticos afirmam que não faziam ideia das intenções do cantor.
Ao ex-presidente, segundo interlocutores, o cantor havia mencionado o desejo de concorrer a uma vaga no Senado apenas. De acordo com a CNN Brasil, a mesma conversa, sobre a vaga de senador, teria ocorrido com Caiado, quando o governador prestigiou o aniversário do artista em visita à Grécia. O goiano revelou que vê com “normalidade” a possibilidade de candidatura de Gusttavo Lima.
Segundo Caiado, o cantor vem declarando esse sentimento “há muito tempo”. “É meu amigo pessoal, e da minha parte terá total respeito a sua decisão”, disse o governador.
Já o ex-presidente Jair Bolsonaro teria sido pego de surpresa. Segundo a imprensa nacional, Gusttavo e Bolsonaro conversaram pouco antes do anúncio feito pelo cantor. Na conversa, conforme interlocutores, o cantor não havia sinalizado para a disputa da presidência. O anúncio, inclusive, tem sido atribuído por bolsonaristas a Ronaldo Caiado.
A avaliação é que a dobradinha poderia deixar Caiado mais livre e menos exposto enquanto articula a construção da sua candidatura rumo ao Planalto Central. Neste caso, Gusttavo desistiria de colocar seu nome à disposição próximo da corrida eleitoral.
Pablo Marçal, por outro lado, terceiro colocado na disputa pela prefeitura de São Paulo em 2024, disse que fez questão de ligar para o cantor sertanejo e dizer que ele seria bem vindo na política. Marçal fez publicações nas redes sociais relacionadas ao assunto e, segundo ele, Lima representa uma nova safra na política.
“Está sem safra de político antigo. Um está bloqueado, o outro vai morrer, o outro não sei o quê. É normal. Tem que mudar a safra, senão vai sobrar tudo na cara do gol, não pode ser tão fácil assim o negócio”, disse. Durante um show em Goiânia, Lima declarou apoio à Marçal para ser prefeito de São Paulo.

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