Bolsonaro afirma que direção do PL em Goiás enfraqueceu o bolsonarismo e defende aliança com Daniel e Caiado
Dois aliados infelizes asseguraram ao ex-presidente que Fred e Alcides teriam chances reais de derrotar os candidatos de Caiado — Sandro Mabel e Leandro Vilela, porém, foram humilhados nas urnas.

No horizonte político de 2026, Jair Bolsonaro, ex-presidente da República e uma figura central do Partido Liberal (PL), decidiu exercer uma postura mais interventiva nas disputas eleitorais de todos os Estados brasileiros. A lógica que Bolsonaro segue é clara: se os políticos estão sendo eleitos graças ao bolsonarismo, mais do que por seus próprios méritos políticos, então é chegada a hora de definir com precisão as candidaturas apoiadas.
O desejo de Bolsonaro de eleger governadores é firme, porém, ele busca evitar envolvimentos em campanhas insuficientemente preparadas, como as ocorridas em Goiânia e Aparecida de Goiânia nas eleições de 2024. Dois aliados infelizes asseguraram ao ex-presidente que Fred Rodrigues e Professor Alcides Ribeiro, ambos do PL, teriam chances reais de derrotar os candidatos de Ronaldo Caiado — Sandro Mabel e Leandro Vilela. Porém, a realidade das urnas foi distante destas promessas: os candidatos foram amplamente derrotados.
Esta situação evidenciou que a imagem de Bolsonaro, apesar de sua presença nos eventos, não teve o impacto esperado em Goiás — fenômeno que onde a direção estadual do PL acabou por enfraquecer ainda mais a imagem do bolsonarismo. A irritação de Bolsonaro atinge o ápice pelo fato de ter sido mal informado sobre a força política de seus apoiados.
Para os preparativos de 2026, Bolsonaro isolou os dois que causaram tais danos e passou a construir uma relação de confiança com Ronaldo Caiado e Major Vitor Hugo. O ex-deputado federal e bolsonarista alinhado, Vitor Hugo, notou corretamente o sucesso de Márcio Corrêa em Anápolis, mostrando que suas análises são confiáveis e merecem crédito.
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Rumo à sinergia nas eleições de 2026
Objetivando grandes vitórias nas eleições de senadores e fortalecendo alianças, Bolsonaro orienta o PL a unir forças com Daniel Vilela (MDB) e Ronaldo Caiado em Goiás. Expôs, em conversa reservada, uma admiração por Gustavo Gayer, reconhecido por sua defesa ativa do bolsonarismo tanto na Câmara dos Deputados quanto nas redes sociais. No entanto, Gayer é visto como vulnerável devido a possíveis ações do Supremo Tribunal Federal.
A estratégia delineada sugere apoio ao Major Vitor Hugo para a senatoria dentro da chapa liderada por Daniel Vilela ao governo e Gracinha Caiado como potencial campeã de votos ao Senado.
De outro lado, um aliado próximo a Bolsonaro confirmou que Gayer deve visar reeleição como deputado federal. A perspectiva é de que, com sua expressiva votação, ele possa ajudar a eleger outro parlamentar.
Um fiel bolsonarista afirma, sob anonimato, que Bolsonaro tem defendido a suavização das críticas direcionadas a Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. A premissa é clara: para 2026, é essencial que PL, MDB e União Brasil caminhem juntos, formando uma robusta frente política.
Este movimento cria uma nova configuração no tabuleiro político goiano — e, por extensão, nacional — sinalizando a ambição de Bolsonaro em estabelecer sólidos alicerces para o bolsonarismo em uma das regiões estratégicas do país. A sinergia entre as correntes políticas pretendidas procura não apenas vitórias momentâneas, mas a consolidação de um poder que inspire confiança para desafios futuros.

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