Bolsonaro admite que não concorre em 26 e avalia que Caiado é o candidato a presidência que "entusiasma"
Segundo o ex-presidente, Caiado tem coerência ideológica nunca abalada, lealdade irrestrita e presença sólida na política nacional desde sua candidatura presidencial em 1989

Internado no Hospital DF Star e sem previsão de alta, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue incansável na articulação política, já de olho na eleição presidencial de 2026, que ocorrerá em apenas um ano e cinco meses, e não faltam rumores sobre as intenções futuras do ex-líder.
Enquanto publicamente Bolsonaro sugere que será candidato a presidente, a seus confidentes o ex- presidente admite que não será candidato, já que as barreiras judiciais são intransponíveis.
Nos bastidores, Bolsonaro admite a ausência de uma candidatura própria e, ao mesmo tempo, sugere os dois nomes mais proeminentes da direita: Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás pelo União Brasil. Esse último, Caiado, tem gerado especial entusiasmo no ex-presidente.
Bolsonaro se vê diante de uma encruzilhada. Sem Tarcísio de Freitas, articula-se que a direita corre o risco de perder o 'Estado-país' de São Paulo, cujo PIB supera o da Argentina e do Chile. Tarcísio já manifestou o desejo de continuar no poder estadual até 2030, mesmo que para isso precise afastar temporariamente uma candidatura presidencial.
Gilberto Kassab, influente figura política e atual secretário do governo paulista, tem se tornado um ponto de divergência entre Bolsonaro e Tarcísio. O ex-presidente tem expressado ciúme quanto à crescente influência de Kassab sobre Tarcísio, o político cuja carreira foi fortemente impulsionada pelo próprio Bolsonaro.
Contudo, Bolsonaro ainda se inclina a apoiar Tarcísio, caso ele decida tentar a presidência. Mas se Tarcísio se decidir pela reeleição, quais serão os próximos movimentos de Bolsonaro?
Rumores apontam que em uma recente visita ao Paraná, Bolsonaro pressionou o governador Ratinho Júnior, sugerindo que se lançasse ao Senado. Apesar de sua "fraqueza" política, Ratinho não é a preferência de Bolsonaro, especialmente quando Gilberto Kassab pode canalizar o apoio do PSD para Tarcísio de Freitas.
Por outro lado, Romeu Zema, do partido Novo e governador de Minas Gerais, não parece inspirar confiança em Bolsonaro. Com uma presença discreta e lenta, Zema simplesmente não tem a envergadura nacional esperada.
Dentro deste cenário, Ronaldo Caiado se destaca como o nome que mais entusiasma Bolsonaro. As razões são várias: sua coerência ideológica nunca abalada, lealdade irrestrita e presença sólida na política nacional desde sua candidatura presidencial em 1989. Bolsonaro destaca sempre a competência de Caiado na segurança pública, um campo onde Freitas, Ratinho e Zema têm deixado a desejar.
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Um memorando informal entre bolsonaristas brinca, mas confirma a seriedade de que Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado são os principais pretensos candidatos com o "carimbo" de aprovação de Jair Bolsonaro.
Entretanto, a saída do Brasil de Eduardo Bolsonaro sugere um afastamento definitivo de suas ambições presidenciais. Enquanto isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro traça um caminho distinto, planejando sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
As próximas articulações de Jair Bolsonaro prometem ser decisivas para o tabuleiro político de 2026, onde velhas alianças podem gerar novos desafios e oportunidades em um Brasil que continua dividido.

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