Bolsonaro acorda com PF na porta; é proibido de usar redes sociais e vai ter que usar tornozeleira eletrônica
Os mandados estão sendo cumpridos na residência do ex-presidente, em Brasília, e em outros locais associados ao Partido Liberal (PL)

Polícia Federal (PF) iniciou a execução de mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na manhã desta sexta-feira (18). A ação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ocorre em Brasília e inclui medidas cautelares contra o ex-presidente, que será obrigado a usar tornozeleira eletrônica e foi proibido de usar as redes sociais.
A informação foi divulgada pelo g1.
Os mandados estão sendo cumpridos na residência do ex-presidente, em Brasília, e em outros locais associados ao Partido Liberal (PL), partido de Bolsonaro. Esta operação é mais um capítulo do processo penal em que Bolsonaro é réu, investigando seu envolvimento no núcleo central da tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2022.
Antecedentes e Acusações
Na última segunda-feira, 14 de julho de 2025, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu formalmente a condenação de Jair Bolsonaro. Em sua declaração, a PGR acusou o ex-presidente de ter "alimentado diretamente a insatisfação e o caos social" após sua derrota nas eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual presidente do Brasil.
Se condenado pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio público e deterioração do patrimônio tombado, Bolsonaro poderá enfrentar uma pena superior a 40 anos de prisão.
Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia condenado Bolsonaro por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, resultando em sua inelegibilidade até 2030. O ex-presidente mencionou em entrevistas que acredita ser alvo de um complô político para removê-lo do cenário eleitoral, argumentando que continua em vantagem nas pesquisas de intenção de voto.
Ele também afirmou que o TSE tomou decisões excessivamente severas contra ele durante as eleições de 2022, quando buscava a reeleição presidencial.

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