Bancos confirmam calote do prefeito de São Simão em consignados dos servidores; veja vídeo
os vereadores Lucas Vasconcelos (UB) e Patrícia Jorge Miranda (PSB) divulgaram um vídeo, nesta terça-feira (2), detalhando as respostas oficiais recebidas dos bancos

Após denúncias de que a Prefeitura de São Simão estaria descontando parcelas de empréstimos consignados dos servidores, mas sem repassar os valores às instituições financeiras para quitar a dívida, os vereadores Lucas Vasconcelos (UB) e Patrícia Jorge Miranda (PSB) divulgaram um vídeo, nesta terça-feira (2), detalhando as respostas oficiais recebidas dos bancos.
As informações apontam atrasos significativos, que variam entre três meses e 14 meses, dependendo da instituição.
Segundo os parlamentares, centenas de servidores — incluindo aposentados — seguem impedidos de contratar ou renovar empréstimos devido ao acúmulo de dívidas em nome da Prefeitura, mesmo com os descontos realizados mensalmente nos contracheques.
Segundo os vereadores, muitos trabalhadores procuraram os bancos para reorganizar suas finanças no fim do ano, mas encontraram todos os convênios bloqueados por inadimplência da Prefeitura.
Banco do Brasil não forneceu dados
No vídeo, os vereadores informam que o Banco do Brasil, apesar de não negar os atrasas, respondeu ao ofício afirmando que não poderia fornecer informações sobre os atrasos, alegando necessidade de preservação do sigilo bancário.
Os parlamentares, no entanto, contestam o argumento. “Não pedimos dados de nenhum servidor, apenas número de parcelas, valores totais e meses de atraso. Não é quebra de sigilo”, afirmou Patrícia Jorge.
Diante da negativa, eles protocolaram um novo ofício e aguardam resposta. O banco orientou que as informações fossem solicitadas diretamente à Prefeitura, porém, segundo os vereadores, um pedido enviado há mais de um mês segue sem resposta, o que viola o prazo legal de 15 dias úteis previsto na Lei Orgânica do município.
Caixa confirma três meses de atraso
Na Caixa Econômica Federal, os vereadores foram informados oficialmente que há três meses de atraso nos consignados referentes a setembro, outubro e novembro.
O gerente responsável estimou que o valor acumulado dessas parcelas chega a cerca de R$ 900 mil. Caso o pagamento de dezembro também não seja repassado até o dia 5, o débito aumentará ainda mais.
Itaú aponta situação ainda mais grave
A resposta do Banco Itaú foi considerada a mais completa. Segundo o documento fornecido aos vereadores, o total da dívida chega a R$ 732.076,56 no acumulado de 14 meses não repassados, de outubro de 2024 a novembro de 2025. O banco também informou que não recebeu qualquer explicação da Prefeitura para justificar o acúmulo da dívida.
“É uma falta de respeito deixar um contrato de consignado com 14 meses de atraso, tendo sido descontado do servidor e não repassado”, afirmou Lucas Vasconcelos no vídeo que gerou repercussão na cidade.
Até então, servidores acreditavam que o atraso seria de oito meses — o que torna a confirmação de 14 meses ainda mais grave.
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Ministério Público e ação judicial
Com os novos documentos em mãos, os parlamentares afirmaram que levarão as informações ao promotor de Justiça que atende à região, que já acompanha o caso após relatos individuais de servidores.
Além disso, Lucas e Patrícia informaram que estão em contato com uma equipe jurídica para avaliar medidas contra o prefeito Wallisson José de Freitas (Podemos). “Se couber, vamos entrar com ação para responsabilizar o prefeito. Não vamos deixar isso cair no esquecimento”, declarou Lucas.
Prefeitura continua sem responder
Assim como no primeiro ofício enviado pelos vereadores, a Prefeitura de São Simão não deu qualquer retorno às solicitações feitas pelos parlamentares.
O G5 News e os vereadores informaram que tentaram contato com a assessoria do prefeito Wallisson José de Freitas, por mensagem e telefone, mas não receberam resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação da administração municipal.

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