Bancada goiana apoia instalação da CPMI do Banco Master
O requerimento foi protocolado pela oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já reúne número de assinaturas superior ao mínimo exigido.

Os pedidos de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o Banco Master têm amplo apoio da bancada goiana no Congresso Nacional. Levantamento mostra que 15 dos 17 deputados federais e os três senadores eleitos por Goiás defendem a abertura da comissão. Apenas Adriano do Baldy (PP) e Rubens Otoni (PT) não se manifestaram.
O requerimento foi protocolado pela oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e já reúne número de assinaturas superior ao mínimo exigido. Desde então, o apoio ao pedido cresceu, e parlamentares avaliam que a instalação da CPMI é “inevitável” diante da pressão popular.
Apesar disso, a abertura ainda depende de decisão dos presidentes da Câmara e do Senado. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não descarta a comissão, mas que seguirá o rito regimental. Já o presidente do Senado, David Alcolumbre (UB-AP), tem evitado avançar com o tema e deve discutir o assunto com o presidente Lula após o Carnaval.
Deputados e senadores goianos defendem a investigação. Ismael Alexandrino (PSD) afirma que a pressão cresce tanto da oposição quanto de aliados do governo. O senador Vanderlan Cardoso (PSD) considera a situação “escandalosa” e declarou que irá assinar pedido de impeachment do ministro do STF Dias Toffoli, apresentado por senadores do Novo, citando novos fatos revelados pela Polícia Federal.
Investigação
A CPMI, se instalada, terá prazo de 180 dias para investigar suspeitas de fraudes, irregularidades administrativas e prejuízos bilionários ligados ao Banco Master, que está em liquidação extrajudicial. Entre os pontos sob apuração estão a venda de carteiras de crédito consignado ao Banco de Brasília (BRB) e possíveis articulações políticas para favorecer o banco no Congresso.
Segundo investigações, entre janeiro e junho de 2025 o BRB teria comprado R$ 6,7 bilhões em carteiras consideradas irregulares, além de pagar R$ 5,5 bilhões em prêmios, totalizando R$ 12,2 bilhões. A Polícia Federal também apura suspeitas de blindagem política, pressão sobre órgãos de controle e tentativa de barrar investigações parlamentares.
Para parlamentares goianos, a CPMI é necessária para ampliar as apurações e garantir transparência, independentemente de quem esteja envolvido, especialmente em ano eleitoral.
Com informações do O Popular

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