Arrecadação própria salva contas da capital após queda em repasses federais
Balanço apresentado por Sandro Mabel mostra que cidade cresceu acima da inflação

O prefeito Sandro Mabel (União Brasil) apresentou na Câmara Municipal o balanço financeiro do terceiro quadrimestre de 2025, revelando uma Goiânia mais independente do Governo Federal. Mesmo com a queda em repasses importantes como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a capital bateu recorde de arrecadação, superando a marca histórica de R$ 10 bilhões no ano.
Os dados mostram que Goiânia sofreu com a redução de verbas vindas da União. O FPM, principal fonte de custeio, caiu 7,91%, passando de R$ 649,9 milhões para R$ 598,5 milhões. O corte mais drástico, porém, foi na Assistência Social (FNAS), que despencou quase 48%, afetando o financiamento de programas para populações vulneráveis.
O que salvou o caixa do município foi o desempenho da própria economia goianiense. A arrecadação de tributos municipais cresceu 13,47%, impulsionada pelo ISS (R$ 1,5 bilhão) e pelo IPTU (R$ 1,18 bilhão). O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) também deu um salto expressivo de 30%, garantindo que a receita total tivesse um aumento real de 5,16% acima da inflação.
A estratégia de Mabel no último ano foi o "aperto de cintos" na burocracia para investir na ponta. As despesas com a manutenção da máquina pública caíram 3,5%, enquanto os investimentos diretos em obras e infraestrutura saltaram de R$ 320 milhões para mais de R$ 500 milhões — um crescimento de 56,56%.
"Conseguimos investir mais gastando menos com a máquina. Goiânia hoje gasta cerca de 45,97% com pessoal, bem abaixo do limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal", destacou a equipe econômica do Paço.

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