Ariane sobre Waldir: "O foco não é minha vida pessoal, fale sobre o vídeo"
Jornalista admite ter recorrido a empréstimo para pagar cartão, nega salário de R$ 17 mil e acusa colega de partido de tentar desviar o foco da AIJE: “Eu só pedi uma investigação”

A candidata a deputada estadual Ariane Cândido (UB) reagiu neste sábado (15) às declarações do colega de partido Delegado Waldir, alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida por ela. Em entrevista exclusiva ao G5News, a jornalista rebateu as afirmações de que enfrentaria uma situação financeira “caótica” e teria sido “paga” para apresentar a ação. Ariane admitiu que precisou pegar dinheiro emprestado para pagar o cartão de crédito neste mês, mas afirmou que a discussão sobre sua vida pessoal seria uma tentativa de tirar o foco do caso.
“Fale sobre o vídeo, fale sobre a denúncia”, cobrou.
A disputa entre os dois candidatos do União Brasil ganhou novos contornos após Delegado Waldir falar sobre Ariane durante entrevista ao G5Entrevista. A jornalista ingressou com a AIJE para que a Justiça Eleitoral investigue suposto abuso de poder econômico e político relacionado ao uso da estrutura do Detran em benefício de instrutores autônomos que, segundo o próprio delegado, formariam uma base eleitoral ligada a ele.
“Ela perdeu um salário de R$ 17 mil na comunicação da prefeitura. As informações de pessoas próximas são de que ela está endividada, o marido é PM, têm três filhos e não estavam conseguindo pagar o cartão. A situação dela é caótica. Ela foi laranja de uma pessoa, ganhou um dinheirinho...”, afirmou Delegado Waldir.
Ao comentar a ação, Waldir partiu para críticas à situação financeira da adversária interna. Segundo ele, Ariane teria perdido um salário de R$ 17 mil na comunicação da Prefeitura e estaria endividada.
“Ela perdeu um salário de R$ 17 mil na comunicação da prefeitura. As informações de pessoas próximas são de que ela está endividada, o marido é PM, têm três filhos e não estavam conseguindo pagar o cartão. A situação dela é caótica. Ela foi laranja de uma pessoa, ganhou um dinheirinho...”, afirmou Delegado Waldir.
O delegado disse ainda ter protocolado representação na Polícia Civil por denunciação caluniosa e adotado medidas dentro do União Brasil para pedir a expulsão de Ariane da legenda. Também anunciou uma ação indenizatória de R$ 20 mil por danos morais. Segundo Waldir, o dinheiro serviria para “tomar o carro” da denunciante.
“Está tentando desviar o foco”
Na manhã deste sábado, Ariane respondeu diretamente às declarações. Ela questionou a versão apresentada pelo delegado sobre seus rendimentos e afirmou que sua situação financeira particular não é o objeto da investigação eleitoral.
“Na verdade, o delegado precisa decidir, né, se eu ganho R$ 17 mil por mês, se eu estou endividada, o que é que acontece. Mas, na verdade, ele está tentando desviar o foco das coisas. O foco aqui não é a minha vida pessoal”, afirmou.
Segundo Ariane, o centro da discussão é um vídeo que embasa seu pedido de investigação. Na interpretação apresentada pela candidata, as imagens mostrariam Waldir conversando com uma servidora do Detran e pedindo a liberação ou agilização de processos relacionados a pessoas que integrariam sua base eleitoral.
A candidata ressaltou que não produziu a gravação e que apenas levou o conteúdo à Justiça para que os fatos fossem apurados.
“O vídeo veio a público, não fui eu que gravei o vídeo, não fui eu que estava lá no meio daquelas pessoas e armei uma arapuca pra ele, de forma nenhuma”, declarou.
Ariane também rejeitou a ideia de que a AIJE já trate Waldir como culpado. Segundo ela, a ação foi elaborada de maneira “cautelosa” justamente para solicitar uma investigação sobre o diálogo registrado.
“Eu não acuso ele de nada, eu peço uma investigação em torno daquilo que mostra ali no vídeo, em torno daquele diálogo que ele tem através do telefone”, disse.
Ariane admite empréstimo para pagar cartão
Ao responder às declarações sobre sua situação financeira, Ariane negou ter recebido salário de R$ 17 mil na Prefeitura e disse que seu contracheque está disponível para consulta pública. Ao mesmo tempo, confirmou que recorreu a dinheiro emprestado para quitar a fatura do cartão de crédito neste mês.
“Ele pode ir lá, pode acessar, vai ver que o meu salário não era 17 mil reais, até porque se fosse, né, eu não precisaria ter realmente pego um dinheiro emprestado pra pagar o meu cartão de crédito desse mês, que ele tentou ir contar pra todo mundo de Goiânia”, afirmou.
A jornalista disse não ter vergonha da situação e classificou a exposição de sua vida financeira como uma tentativa de descredibilizá-la pessoalmente.
“A melhor resposta pra tudo nessa vida é a verdade”, declarou.
“Fale sobre o vídeo”
Ariane então direcionou sua resposta novamente para o conteúdo que motivou a AIJE e cobrou que Delegado Waldir apresente explicações sobre o
“Ele tentou me colocar ali como uma pessoa digna de pena e não, eu não sou uma pessoa digna de pena. Eu tenho uma família maravilhosa, um esposo maravilhoso, filhos igual ele falou, né, que já sabe que eu tenho três filhos maravilhosos graças a Deus”, declarou.
episódio investigado.
“Fale sobre o vídeo, fale sobre a denúncia, se defenda naquilo que está sendo acusado, na verdade não é nenhuma acusação, na verdade eu peço uma investigação”, afirmou.
Segundo a candidata, caso a apuração conclua que não houve favorecimento ou utilização da estrutura do Detran em benefício eleitoral, o assunto estará encerrado. “Se ficar comprovado que não houve nenhum favorecimento, nenhum uso da máquina do Detran a favor da campanha dele, tá tudo certo, a vida segue tanto a minha quanto a dele, as duas campanhas também”, disse.
Ela argumentou, porém, que considera necessária a investigação para assegurar igualdade de condições entre os candidatos que disputam votos nas eleições.
“Todos os candidatos estão ali nas feiras, saem de porta em porta pedindo o seu voto ali, voto a voto, então não é justo”, afirmou.
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“Eu não sou uma pessoa digna de pena”
Na parte final da resposta, Ariane voltou a criticar o que chamou de ataques pessoais. A candidata afirmou que sua situação familiar e financeira pertence à esfera privada e acusou Waldir de tentar retratá-la como alguém em situação de vulnerabilidade.
“Ele tentou me colocar ali como uma pessoa digna de pena e não, eu não sou uma pessoa digna de pena. Eu tenho uma família maravilhosa, um esposo maravilhoso, filhos igual ele falou, né, que já sabe que eu tenho três filhos maravilhosos graças a Deus”, declarou.
A jornalista encerrou insistindo que o debate deve retornar ao conteúdo do vídeo e à investigação pedida à Justiça Eleitoral. Ela citou a referência a cerca de 7 mil pessoas que estariam com Waldir e reproduziu o trecho que considera central no episódio: “Libera, libera o processo delas, minha filha”.
“É isso que precisa ser investigado. Eu só pedi uma investigação”, concluiu Ariane.

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