Após pressão, Motta adia votação do PL Antifacção; “estamos à frente deste problema “, diz Caiado
Segundo apuração, a reunião foi marcada por debates acalorados e divergências sobre pontos centrais do projeto.

A votação do projeto de lei que endurece o combate ao crime organizado e equipara facções criminosas ao terrorismo — conhecido como PL Antifacção — foi adiada após uma reunião tensa entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e governadores de oposição ao presidente Lula (PT). O encontro ocorreu nesta quarta-feira (12) com integrantes do Consórcio da PAZ.
Estiveram presentes os governadores Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC), Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG), além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, e do vice-governador de Goiás, Daniel Vilela.
Caiado comemora adiamento
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), celebrou o adiamento da votação, afirmando que houve um “ponto comum de convergência” entre os participantes: a necessidade de mais tempo para ajustes no texto.
“O ponto comum, de convergência, foi o tempo para que cada um colocasse suas ideias e que pudéssemos ter um projeto que não se tornasse uma utopia”, declarou Caiado.
Em coletiva após o encontro, o governador reforçou que o tema não pode seguir para votação sem entendimento prévio entre todos os poderes — Executivo, Legislativo, Judiciário — e os governadores, que lidam diretamente com a escalada da violência nos estados.
A fala de Caiado foi enfática
“Há assuntos que não podem ficar inconclusos. Precisam ser acordados com o Supremo, com o Senado, com o Executivo e conosco, governadores, que estamos à frente deste problema e temos que responder à população. Nós é que fomos eleitos, nós é que sabemos a nossa realidade", disse durante coletiva de imprensa.
O governador também alertou que a aprovação de um texto sem consenso pode gerar distorções. “Não adianta sair da Câmara para chegar ao Senado, depois ser interpretado pelo Supremo de outra maneira e, com isso, o resultado não alcançar a população como deveria.”
Incertezas sobre o texto e impasse na Câmara
O PL Antifacção estava previsto para ser votado nesta quarta-feira (12), mas enfrentava resistências tanto de governadores quanto de parlamentares da base e da oposição.
O relator da proposta, Guilherme Derrite (PP-SP), que está licenciado para atuar como secretário de Segurança Pública de São Paulo, realizou quatro alterações no texto, o que também gerou questionamentos entre os estados.
Diante das divergências, a expectativa agora é que o projeto seja votado apenas na próxima semana.

Única senadora eleita por Goiás, Lúcia Vânia declara apoio à Gracinha Caiado; assista
Ex-senadora ressalta trajetória de Gracinha e afirma que a candidatura representa uma oportunidade para o Estado e para os goianos

Kitão quer levar debate sobre cannabis para Alego e uso da fibra na medicina
Candidato a deputado estadual, vereador quer usar experiência acumulada em Goiânia para levar discussão à Assembleia e ampliar políticas relacionadas à cannabis medicinal em Goiás











