Após polêmica com Erika Hilton, Ratinho defende direito de criticar políticos; veja vídeo
Na gravação, ele afirmou que respeita a população trans, mas defendeu o direito de questionar autoridades públicas e discutir temas políticos.

O apresentador Ratinho publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (13) comentando a repercussão das declarações feitas recentemente sobre a deputada federal Erika Hilton. Na gravação, ele afirmou que respeita a população trans, mas defendeu o direito de questionar autoridades públicas e discutir temas políticos sem que isso seja automaticamente interpretado como preconceito.
A manifestação ocorre após a repercussão de comentários feitos pelo apresentador durante o Programa do Ratinho, exibido no SBT, quando ele comentou a eleição de Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados do Brasil. As falas geraram críticas nas redes sociais e levaram a deputada a anunciar medidas judiciais contra o apresentador e a emissora.
Na fala exibida ao vivo, Ratinho afirmou que não achava a escolha justa e disse que Hilton “não é mulher, é trans”, além de declarar que, para ser mulher, seria necessário “ter útero e menstruar”. As declarações repercutiram nas redes sociais e foram classificadas por críticos como transfóbicas.
Novo vídeo
No novo vídeo, Ratinho afirmou que críticas direcionadas a figuras públicas fazem parte do debate democrático e que profissionais da comunicação não devem se calar diante de temas que geram repercussão na sociedade.
“Defendo a população trans. Mas defendo também o direito de questionar quem governa. Crítica política não é preconceito. É jornalismo. E não vou ficar em silêncio”, declarou o apresentador na publicação.
A reação de Erika Hilton
Após as falas, Erika Hilton anunciou que iria processar Ratinho e também o SBT, pedindo investigação criminal e indenização. Segundo a deputada, o discurso do apresentador teria sido um ataque não apenas contra ela, mas contra todas as mulheres trans e também mulheres que não menstruam ou não possuem útero.
A parlamentar informou que apresentou representação ao Ministério Público de São Paulo e pediu R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além de responsabilização criminal.

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