Após perder eleição e presidência do PL Goiás, Vitor Hugo mira prefeitura de Anápolis
O deputado afirma que já foi procurado por alguns partidos, inclusive de centro-direita, grupo mais moderado, com interesse de tê-lo como candidato.

Deputado Major Vitor Hugo (PL), que ficou em terceiro lugar na corrida pelo Governo de Goiás nas últimas eleições e agora perdeu a presidência estadual do partido para o senador eleito Wilder Morais, ressalta votação expressiva na Região Metropolitana, declara apoio ao senador Vanderlan na corrida pela prefeitura de Goiânia, em 2024, e não descarta candidatura por Anápolis.
Em entrevista ao portal O Popular, Vitor Hugo disse que ainda em dezembro teve uma conversa com Costa Neto e o presidente comunicou a intenção de colocar um membro com mandato no comando da sigla em Goiás, o que calhou de cair no colo de Wilder, que foi eleito senador e filiado mais votado entre os que conquistaram o mandato.
O Major ainda ressaltou que Wilder e o governador Ronaldo Caiado (UB) nunca tiveram conflitos e a tendência é que continuem mantendo uma boa relação.
Em nenhum momento a possibilidade de cassação da chapa do PL, por suposta fraude na cota de gênero, que pode tirar mandato de deputados eleitos, foi mencionada pelo político e apontada como um dos fatores que podem ter sido definitivos para deixar o comando.
No momento, Vitor Hugo diz que vai voltar à Câmara Federal como servidor, já que tem cargo efetivo, o qual disse ter conquistado com muito estudo e mérito próprio.
Sobre a carreira política, mais especificamente as próximas eleições, em 2024, o Major ressalta que teve 117 mil votos em Goiânia, o que representa 15% do total do eleitorado, e 46 mil em Anápolis, cerca de 23% dos votantes, e concorrer à prefeitura dessas duas cidades seria um grande desafio, além de bastante interessante.
No entanto, levantou a possibilidade de o senador Vanderlan Cardoso se apresentar como candidato à prefeitura de Goiânia e a tendência de o PL apoiar como forma de retribuição ao “trabalho prestado” em 2022.
Acrescentou que já foi procurado por alguns partidos, alguns inclusive de centro-direita, grupo mais moderado, com interesse de tê-lo como candidato. Porém, insiste que vai esperar mais algum tempo para avaliar o cenário político, o alinhamento do PL com Bolsonaro e a postura da bancada do partido na Câmara para decidir se aceita algum dos convites para viabilizar uma candidatura para 2024 ou se segue na atual legenda.

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