Após óleo fervente em cãozinho de Goiânia, Janja solta o verbo e anuncia multa de R$ 1 milhão; veja vídeo
Em vídeo publicado na rede social, primeira-dama do Brasil disse que Lula assinou o decreto que aumenta significativamente as multas para maus-tratos

Primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, a Janja, afirmou estar “estarrecida” com imagens recentes de maus-tratos contra um cão comunitário em Goiânia e voltou a criticar o que chamou de “cultura do ódio” no país. A declaração foi feita em vídeo divulgado nas redes sociais, no qual ela também destacou medidas do governo federal para endurecer punições contra crimes envolvendo animais.
Segundo Janja, na última semana, durante a Semana Nacional dos Animais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.877/2026, que aumenta significativamente as multas para maus-tratos. Os valores, que antes variavam entre R$ 500 e R$ 3 mil, passam a ir de R$ 1.500 até R$ 50 mil, podendo chegar a R$ 1 milhão em casos mais graves.
No vídeo, a primeira-dama relaciona a violência contra animais a um problema social mais amplo. “A gente tem falado sobre a cultura do ódio contra mulheres, contra crianças e também contra os animais”, disse.
Ela citou o caso do cão “Orelha”, morto em Florianópolis, como símbolo da iniciativa batizada de “Justiça por Orelha”, que dá nome ao decreto. “É uma forma de lembrar e combater esse tipo de crueldade”, afirmou.
Janja também fez uma reflexão sobre o comportamento humano diante de episódios de violência. “O que leva uma pessoa a jogar água quente em um cachorro que está dormindo na calçada? O que leva alguém a cometer esse tipo de crueldade?”, questionou.
Para ela, o avanço desse tipo de crime está ligado, em parte, ao uso das redes e das telas. “A gente precisa repensar o uso dessas telas muito mais para o bem do que para o ódio. O ódio tem, predominantemente, vencido essa batalha”, disse.
Apesar das críticas, a primeira-dama ressaltou que ainda acredita na mobilização coletiva. “Para uma pessoa ruim, existem muitas outras boas. É isso que fortalece uma cultura de paz, de respeito e de solidariedade”, afirmou.
Ao final, Janja reforçou a necessidade de mudança social. “Que sociedade é essa que normaliza a violência? A gente precisa se reinventar enquanto humanidade”, concluiu.

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