Após denúncia do G5News MP pede anulação de concurso para juiz em Goiás
O G5 News havia publicado, em primeira mão, diversas irregularidades durante realização de certame

O Ministério Público Estadual de Goiás (MPGO) notificou o Tribunal de Justiça (TJGO) para que anule a primeira etapa do 57º concurso para juiz substituto após fortes indícios de irregularidades (uso de celulares durante a prova). A recomendação foi assinada pelo promotor de justiça, João Teles de Moura Neto, da 73ª Comarca de Goiânia, publicada na última terça-feira (19).
Conforme o MP, durante o concurso realizado no dia 26 de setembro, na Faculdade Delta, em Goiânia, houve uma queda de energia na unidade educacional, o que ocasionou um atraso de duas horas no início da prova, conforme o edital estava previsto para dar início às 9 horas.
Em razão dessa situação, diversos candidatos teriam sido autorizados a utilizarem seus aparelhos celulares dentro das salas de provas e banheiros, mesmo após a entrega dos espelhos de gabarito.
Além disso, uma candidata teria passado mal e ido para uma sala reservada, sob a justificativa de que seria portadora de deficiência, no entanto, a candidata não possuia algum tipo de deficiência.
Ainda conforme o órgão ministerial, tendo em vista o atraso no início da prova, os candidatos ficaram presos dentro do prédio sem alimentação, a qual foi disponibilizada apenas no final da realização da prova. Teles pediu ainda para que o Judiciário informe nova data para aplicação da prova objetiva.
Os relatos apontados pelo promotor já foram publicados, em primeira mão, pelo portal G5 News.
"Expeça-se Ofício Recomendação ao Presidente do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de Goiás para que, com supedâneo na Súmula nº 473 do Supremo Tribunal Federal e diante dos fortes indícios de irregularidades que comprometeriam a sua lisura, anule a primeira etapa do concurso público para o provimento do cargo de juiz substitutos e consequentemente, retifique o cronograma do certame, incluindo nova data para aplicação da prova objetiva", diz trecho da portaria.
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Também publicado pela reportagem, a a advogada Fernanda Aidos Leal ingressou com um procedimento de controle administrativo (PCA), com pedido liminar, contra o Poder Judiciário. O questionamento foi feito ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) quanto a realização do concurso. A requerente anexou nos autos um link da reportagem do portal G5 News, que publicou com exclusividade, a situação ocorrida na unidade de ensino.
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