Depois de anos de espera, Anápolis vai avançar na área da saúde com a construção de um hemocentro, com estrutura moderna e foco em atendimento humanizado, com capacidade para atender toda a região Centro-Norte do estado. O anúncio foi oficializado nesta quinta-feira (9), em evento realizado no Teatro Municipal, com a presença do governador Daniel Vilela (MDB), do prefeito Márcio Corrêa (PL) e outras autoridades.
A unidade será implantada na Rua J, no bairro Cidade Jardim, em uma área de quase 2 mil metros quadrados, em frente à Avenida Brasil Norte. O projeto será executado por meio de parceria entre a Prefeitura de Anápolis, que cederá o terreno, e o Governo de Goiás, responsável pela construção, com investimento estimado em R$ 4,8 milhões.
“Será um Hemocentro moderno, aos moldes do que temos em Goiânia, que é reconhecido nacionalmente pelo atendimento humanizado que presta”, explicou o governador de Goiás, Daniel Vilela.
Capacidade de atendimento
A nova unidade será a décima do estado e atenderá a Macrorregião de Saúde Centro-Norte, formada por 60 municípios, garantindo suporte transfusional para cerca de 1,1 milhão de pessoas. O hemocentro terá capacidade para coletar até 2.640 bolsas de sangue por mês e contará com estrutura para coleta, produção, armazenamento e distribuição de hemocomponentes para a rede pública de saúde.
O prefeito Márcio Corrêa destacou que a obra atende a uma demanda antiga do município e ressaltou a importância da parceria com o Estado. “Nós apresentamos alguns terrenos para a construção da unidade e finalmente o Hemocentro será uma realidade. A população paga caro por um produto no qual as pessoas doam gratuitamente. Isso não vai mais acontecer na nossa cidade. Sangue salva vidas”, afirmou.
Entre os diferenciais da unidade está a implantação de um ambulatório especializado para pacientes com doenças hematológicas e raras. O espaço contará com equipe multiprofissional, incluindo hematologistas, e deve tornar o município referência no tratamento de coagulopatias, como a Doença de von Willebrand, e hemoglobinopatias, como anemia falciforme e hemolítica.
A proposta também inclui a criação de parcerias com instituições de ensino, setor produtivo, forças militares e redes de solidariedade, além de órgãos públicos e centros comerciais, com o objetivo de fortalecer a cultura de doação de sangue e ampliar a rede de atendimento na região.