Amaury diz que deputada é "papa anjo" e Alego vira palco de baixarias; sessão é suspensa
Trocas de farpas aconteceram na terça e quarta, nos dois momentos os trabalhos parlamentares precisaram ser adiados

Um bate-boca entre os deputados Amaury Ribeiro (União Brasil) e Bia de Lima (PT) levou ao encerramento antecipado da sessão plenária de quarta-feira (21) na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e quase terminou em agressão física nos bastidores da Casa. Este foi segundo dia seguido de confrontos entre os parlamentares, que têm protagonizado discussões acaloradas desde a última terça-feira (20). Vídeo no fim do texto
Logo após ocupar a cadeira de primeiro-secretário, Amaury fez insinuações à deputada petista: “Vai cuidar dos seus novinhos, deputada, vai? Você gosta de novinho? Cuidado que você não pega novinho demais.”
Bia de Lima reagiu imediatamente e pediu que o presidente substituísse o secretário em exercício por quebra de decoro.
Clécio tentou contornar a situação e apelou por calma.
Apesar do apelo, Amaury intensificou os ataques.
“É termo usado por pedófilo, Papa Anjo, senhoras e senhores. A deputada foi chamada por uma jornalista de Papa Anjo e ficou sorrindo.”
Diante da escalada das provocações, Clécio Alves decidiu encerrar a sessão: “Quem vai sair dessa mesa sou eu. Está encerrada a sessão. Está encerrada, eu peço.”
Minutos depois, Segundo testemunhas, Amaury Ribeiro e o deputado Mauro Rubem (PT), do mesmo partido de Bia, tiveram de ser contidos para não chegarem as vias de fato.
A confusão desta quarta-feira é desdobramento de uma troca de farpas entre Amaury e Bia na sessão anterior. Na ocasião, o deputado citou uma entrevista em que a colega teria sido chamada de “Papa Anjo” por uma jornalista.
Bia rebateu: “Posso namorar quem eu quiser, porque eu não sou casada. Posso namorar novinho? Posso namorar velhinho? Porque eu não acho legal velhinho. Agora, qual o problema? Só os homens podem as novinhas? Ah, é o machista aí. A minha vida interessa exclusivamente a mim.”
O bate-boca entre os dois causou mais do que mal-estar: pelo segundo dia seguido, a votação do pedido de prorrogação do decreto de calamidade financeira da Secretaria da Fazenda de Goiânia teve de ser adiada. A prefeitura busca autorização da Casa para manter a medida por mais 180 dias.

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