Aliados dizem que operação que derrubou Denes Pereira foi “baque” no Paço e faz crescer “dúvida” se Cruz será candidato
Os trabalhos de recuperação de imagem do prefeito passa pela entrega de obras na Capital, que é diretamente ligada à Pasta comandada pelo secretário investigado por corrupção

Aliados e integrantes da equipe do prefeito de Goiânia, Rogério Cruz (SD) admitiram nesta quarta-feira (05) que a deflagração de nova operação da Polícia Civil contra supostas fraudes em licitações e superfaturamento de contratos causa desgastes políticos imediatos.
Além disso, integrantes da base de apoio a Cruz apontam, nos bastidores, o crescimento de dúvidas em torno da confirmação de eventual candidatura à reeleição.
A avaliação interna no Paço é de que a Operação Transata representa "um baque" em um suposto processo de recuperação de imagem, em curso desde meados de abril, com o início do trabalho do marqueteiro Paulo Moura.
As ações do Paço, de olho na busca por valorização eleitoral, giraram em torno de entregas de obras e serviços, principalmente tocados pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), comandada pelo presidente estadual do Solidariedade, Denes Pereira.
Alvo da operação e considerado homem forte de Cruz na gestão, Pereira foi afastado nesta quarta.
Apesar de a Justiça negar, a Polícia Chegou a pedir prisão preventiva de Denes Pereira.
Vale ressaltar que Rogério Cruz tenta viabilizar projeto de reeleição nas eleições deste ano, que não conseguiu espaço dentro do Republicanos, seu antigo partido, e foi recebido pelo Solidariedade, partido que Denes Pereira é presidente, para tentar se reeleger prefeito de Goiânia.
O estrategista Paulo Moura embarcou na tarde dessa quarta-feira (05) de Recife para Goiânia para avaliar os danos que a operação causaram, e podem causar, à imagem do prefeito. Apesar de Cruz dizer a auxiliares que não recua, há dúvidas.
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Entenda o caso
Polícia Civil, por meio da Delegacia de Combate a Crimes de Corrupção (Deccor), deflagra operação “Transata” nas primeiras horas desta quarta-feira (05) e faz “devassa” na Secretaria de Infraestrutura de Goiânia (Seinfra) para apurar crimes de fraudes, corrupção e suposta sonegação de mais de R$ 200 milhões em contratos de materiais elétricos. São cumpridos mandados de busca e apreensão e ordens de afastamento de servidores.
Entre os alvos, o principal é o secretário Denes Pereira, que comanda a Seinfra, e teve buscas no gabinete e na própria casa.
Além das buscas na Seinfra, endereços dos alvos, sendo servidores e empresas envolvidas, também são alvos dos agentes que cumprem os mandados de buscas e apreensões.
Os agentes cumprem 19 mandados de busca e apreensão, sendo um na Seinfra, justamente no gabinete de Denes Pereira, oito em sedes de empresas e 10 em casas dos investigados, sócios em empresas e servidores públicos.
Conforme a polícia, um suposto esquema criminoso começou em 2022 com a compra de luminárias de LED, materiais para manutenção de iluminação decorativa de eventos, como, por exemplo, a decoração do Natal de 2023.
Só no primeiro semestre de 2023 foram empenhados mais de R$ 22 milhões pela prefeitura de Goiânia, desses R$ 12 milhões já foram pagos. Os agentes informam que foi constatado aumento de mais de 500% nos itens comprados.
Caso segue em investigação.

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