Alego aprova projeto que "aumenta" jornada de trabalho dos professores em Goiás; Sintego contesta
Segundo o argumento apresentado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a ação tem como objetivo adequar o Estatuto do Magistério à lei federal que trata sobre diretrizes e bases da educação nacional

Foi aprovado, em primeira votação na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), o projeto de lei que altera a jornada de trabalho dos servidores da rede estadual de educação e proíbe o professor de apoio a trabalhar com a educação inclusiva. A propositura é de autoria do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).
Segundo o argumento apresentado pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), a ação tem como objetivo adequar o Estatuto do Magistério à lei federal que trata sobre diretrizes e bases da educação nacional.
Em contrapartida, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) contesta que o aumento da carga de trabalho não será retribuído na folha de pagamento.
Os professores que fazem jornada de 40 horas semanais deverão ministrar 32 horas-aulas, mais 14 horas-atividades, na qual 5 serão na escola e 9 de formação continuada. Contrapondo, a Seduc alega que os professores que trabalham na carga horária de 40 horas, têm o expediente convertido em 28 aulas e 12 horas de atividades extras, tempo que os trabalhadores usam com estudo e outras ações relacionadas para preparar as aulas.
Outros estados também foram adotaram a medida, como o Espírito Santo, Ceará, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso do Sul.
Votação do projeto
Mesmo com tentativas de parlamentares para tentar travar o projeto, a matéria aprovada, segue para segunda votação na Casa de Leis, para que logo após seja sancionado ou vetado pelo governador de Goiás. Alguns deputados votaram contra o projeto, dentre eles, Paulo Cezar (PL), Major Araújo (PL), Antônio Gomide (PT), Delegada Adriana Accorsi (PT), Delegado Eduardo Prado (PL) e Alysson Lima (PSB).

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