Alcides evita detalhes de operação que prendeu seguranças, e alega estar sendo perseguido
O parlamentar encerra o comunicado de repúdio destacando que sua honra pertence aos parentes, amigos, eleitores, alunos e não aos detratores contumazes da moral alheia

O deputado federal Professor Alcides (PL) publicou um vídeo em que afirma estar sofrendo perseguição devido a sua orientação sexual. A operação Peneira, da Polícia Civil, prendeu um segurança particular, um instrutor de tiros e um policial militar da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Aparecida de Goiânia, acusados de roubarem dois celulares de um adolescente de 16 anos, com arquivos que comprovariam a relação entre o jovem e Alcides.
De acordo com o deputado, não há "fato concreto nas acusações de pedofilia, além de uma repetição de mentiras e a utilização abjeta do aparato policial para persegui-lo", diz. Ele diz ainda que irá processar todos os que tentam enxovalhar seu nome e trajetória de vida “impecável”. (Veja o vídeo no final da matéria)
“Tentam estabelecer uma narrativa desonesta, baseada na distorção de fatos que teriam ocorrido e que supostamente envolveriam indiretamente meu nome. Nada de verdadeiro! Nenhum fato concreto, uma repetição vergonhosa de mentiras e a utilização abjeta do aparato policial do Estado. Há, sim, uma absurda utilização de acusações que não se sustentam, que não merecem credibilidade, que trazem a inequívoca marca da mentira mais deslavada”, afirma o político.
Alcides afirma que é empresário de sucesso, educador de muitas gerações de goianos, deputado federal eleito com grande votação pela generosidade do povo de Goiás. O parlamentar encerra o comunicado de repúdio destacando que sua honra pertence aos parentes, amigos, eleitores, alunos e não aos detratores contumazes da moral alheia.
Os presos
A mãe do adolescente que teve os celulares roubados denunciou que o policial, o segurança e o instrutor de tiros suspeitos de cometer o crime eram ligados ao deputado federal Professor Alcides (PL). Ao registrar boletim de ocorrência, a mãe disse que eles roubaram os telefones para eliminar os arquivos que comprovavam envolvimento sexual do parlamentar com o garoto quando ele tinha 13 anos.
Segundo a delegada Sayonara Lemgruber, que investiga o caso, na ocasião, os três investigados foram em um carro até a casa do adolescente, que atualmente tem 16 anos. A mãe detalha no boletim de ocorrência que o segurança preso teria buscado o filho dela para supostamente levar o menino ao dentista.
No entanto, de acordo com a Polícia Civil, quando o menino entrou dentro do carro, os três suspeitos teriam roubado os celulares, ameaçado e exigido que o garoto informasse a senha da nuvem de armazenamento para que o conteúdo dos aparelhos do adolescente fossem apagados.

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