Ala conservadora nacional "blinda" Gayer e isola Wilder Morais em Goiás
Conflito entre "bolsonaristas raiz" e "ala dos negócios" chega a Brasília

O Partido Liberal (PL) em Goiás vive uma encruzilhada que pode definir o rumo da direita no estado para as eleições de 2026. De um lado, o deputado federal Gustavo Gayer consolida-se como o representante da ala ideológica e conservadora; do outro, o senador Wilder Morais é visto por setores do partido como integrante de uma "direita festiva", focada em acordos que ferem os princípios bolsonaristas.
Gayer e o Projeto Nacional
Apoiado por nomes de peso como Nikolas Ferreira e com o aval da família Bolsonaro, Gustavo Gayer mantém o foco no objetivo estratégico de 2026: eleger Flávio Bolsonaro presidente e formar um Senado majoritariamente conservador. Gayer planeja disputar uma vaga ao Senado, possivelmente em aliança com o pré-candidato ao governo, Daniel Vilela (MDB), o que é visto pela cúpula nacional como um movimento coerente para garantir palanques fortes.
As Contradições de Wilder
A ala conservadora levanta sérios questionamentos sobre as táticas de Wilder Morais. Dois pontos principais geram revolta:
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A Suplência de Izaura Cardoso: Caso Wilder vença o governo, sua vaga no Senado ficaria com Izaura, esposa de Vanderlan Cardoso. Vanderlan é alvo de críticas pesadas por sua proximidade com o governo Lula, sendo chamado por opositores de "senador vermelho" e acusado de ser um inimigo pessoal de Gayer.
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Aliança com Ana Paula Rezende: A escolha da filha de Iris Rezende para vice de Wilder é lida como uma incoerência ideológica, dado o histórico de proximidade de Iris e Ana Paula com o PT de Paulo Garcia em Goiânia.
Ala dos Negócios vs. Ala dos Princípios
A crise local transbordou para o plano nacional. Lideranças ligadas a Valdemar Costa Neto (ala valdemarista/negócios) batem de frente com os "bolsonaristas raiz". O grupo pró-Gayer avalia que a condução de Wilder pode levar o partido a um desastre eleitoral em Goiás, ao tentar abraçar setores da esquerda e do centro em troca de viabilidade política, desidratando a identidade da direita.
Enquanto Wilder soma o que críticos chamam de "equívocos táticos", Gayer mantém um silêncio estratégico, aguardando orientações diretas de Jair Bolsonaro para consolidar a unidade conservadora no estado.

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