Advogados que pediram impeachment de Rogério Cruz tem ligação com presidente da CEI
Ronilson Reis diz que não tem envolvimento no pedido protocolado na Câmara, que achou o documento “sem muita fundamentação”, mas que os advogados têm esse direito como cidadãos

Advogados Joao Paulo Tavares e Hudson Bollela, do escritório Bollela e Tavares, que assinaram um dos pedidos de impeachment contra o prefeito Rogério Cruz (Republicanos), protocolados na Câmara Municipal de Goiânia no fim da tarde dessa quarta-feira (29), tem ligação com o presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI), Ronilson Reis (PMB) que investiga supostas irregularidades na Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) e, consequentemente, a relação com o Executivo da Capital.
Conforme reportagem de O Popular, o vereador teria assinado uma procuração, em 4 de dezembro, para que os advogados o representassem na Justiça.
À reportagem, Hudson, inicialmente, teria negado que ele e o sócio já teriam representado Ronilson. Depois, disse que “acreditava” já ter trabalhado para o vereador “há muito tempo atrás”. Porém, após ser questionado sobre a procuração assinada em dezembro, respondeu que “então que deve ter sim um processo recente”.
Chama atenção o fato de os advogados entrarem com pedido de cassação logo no momento em que a Câmara Municipal instala uma CEI para apurar denúncias de irregularidades na Comurg, companhia ligada diretamente à prefeitura.
O advogado foi questionado se Ronilson tinha conhecimento sobre o pedido de impeachment e respondeu que da parte dele não, que a decisão foi tomada nesta semana e o pedido protocolado.
"A gente consegue separar uma questão da outra. A ideia foi nossa, e nem protocolamos (o pedido de impeachment) como advogados, mas como cidadãos", afirma Hudson.
Já o vereador disse que tomou conhecimento do pedido de cassação dos advogados por meio da imprensa, que não tem envolvimento e que achou sem muita fundamentação, que teria muito mais elementos e poderia por si só entrar com o pedido.
Ainda sobre os advogados, defendeu que são cidadãos e têm o direito de entrar com o pedido.
Acrescentou que os advogados movem uma única ação em seu nome, um processo por danos morais por acusação de agressão durante convenção partidária do ano passado.

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