Accorsi nega "perseguição petista" e diz que PF tem provas “contundentes” contra Silvinei Vasques
Durante o segundo turno, a PRF realizou mais de 500 operações para fiscalizar o transporte de eleitores, sobretudo no Nordeste, onde Lula venceu em todos os estados

A prisão do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, ocorrida na manhã dessa quarta-feira (9), repercute em Brasília. A deputada federal Adriana Accorsi (PT) nega que seja uma "perseguição petista" contra o investigado. Na visão da deputada, as denúncias contra Silvinei ocorrem desde o segundo turno das eleições de 2022 e os crimes estão comprovados.
Durante a realização do segundo turno, em 30 de outubro, a PRF realizou mais de 500 operações para fiscalizar o transporte de eleitores em diversas estradas do país, sobretudo no Nordeste, onde Lula venceu em todos os estados. As ações foram suspensas após pedido da Justiça Eleitoral. A suspeita é de tentativa de interferência.
“Não é o nosso governo que está fazendo isso. Quando houve eleição de segundo turno, a atitude comprovadamente criminosa da direção da PRF, que infelizmente foi aparelhada e utilizada para prática de crime, foi levantada naquela época”, diz Accorsi. “Foi questionada por vários órgãos de controle da Justiça brasileira”, completa.
Segundo a parlamentar, “foram levantadas provas em telefones de membros da Polícia Rodoviária Federal e do próprio Silvinei, determinando que os ônibus fossem parados com levantamento da cidade onde havia maior votação para o presidente Lula”, alega. “O que acontece é que ele praticou os crimes. Isso está muito bem comprovado e vai responder por isso como qualquer outra pessoas”, pontua.
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Além da prisão de Silvinei, a Polícia Federal (PF) cumpriu dez mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Norte. Em dezembro, Vasques foi dispensado do cargo e, no mesmo mês, a PRF concedeu aposentadoria voluntária ao ex-diretor-geral, então com 47 anos.

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