Vizinhos chamam meninos para "soltar pipa" e cometem estupro coletivo dentro de casa; veja vídeo
Chorando muito, as crianças imploravam para parar o estupro, mas os agressores não tiveram piedade

Duas crianças, de 7 e 10 anos, foram atraídas por vizinhos, sendo adolescentes e um adulto, com a "desculpa" de soltarem pipa", e acabaram vítima de um estupro coletivo brutal, que deixaram os pequenos gravemente feridos. Além do crime chocante, esses criminosos ainda gravaram as cenas de violência e divulgaram nas redes sociais.
O caso chocou moradores da zona leste de São Paulo e mobilizou autoridades. Três adolescentes foram apreendidos e um adulto acabou preso após investigações que começaram quando vídeos do caso passaram a circular nas redes sociais.
A violência aconteceu na zona leste da capital paulista e só chegou ao conhecimento das autoridades no dia 24 de abril, após a divulgação de imagens feitas pelos próprios suspeitos. A partir das denúncias, a Polícia Civil iniciou uma investigação que levou, na quinta-feira (30), à apreensão de três adolescentes envolvidos.
Segundo as apurações, as vítimas foram atraídas pelos agressores com um convite aparentemente inocente para soltar pipa. O que parecia uma brincadeira terminou em um crime grave, praticado por pessoas conhecidas da vizinhança.
Durante as investigações, a polícia identificou que os suspeitos registraram a violência em vídeo e compartilharam o material de forma criminosa em redes sociais. As imagens, que têm pouco mais de um minuto, mostram o estado de desespero das crianças, que pediam para que as agressões parassem — sem serem atendidas.
Além dos três adolescentes já apreendidos, a polícia aponta o envolvimento de outras duas pessoas. Um dos suspeitos adultos, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, foi localizado na cidade de Brejões, na Bahia, e preso nesta segunda-feira (4). As buscas continuam para encontrar um quarto adolescente e outro possível participante.
O caso gerou forte repercussão e foi classificado como “terrível” pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Ele informou que as vítimas já estão sendo assistidas pela rede de proteção do município.
Uma das crianças permanece sob os cuidados da mãe em uma unidade da Vila Reencontro. Já a outra foi encaminhada, junto com dois irmãos, para acolhimento institucional, após avaliação do Conselho Tutelar apontar que a responsável não tinha condições adequadas de cuidado.
As duas vítimas recebem acompanhamento de equipes multidisciplinares, incluindo assistência social, atendimento psicológico e suporte de programas especializados no atendimento a vítimas de violência.
O subprefeito de São Miguel Paulista, Divaldo Rosa, destacou que a denúncia foi fundamental para que o caso viesse à tona. Ele reforçou a importância de que situações suspeitas sejam comunicadas, lembrando que o Disque 100 é um canal seguro e anônimo.
Até o momento, as defesas dos envolvidos não se manifestaram. O Ministério Público e a Defensoria Pública também não haviam se pronunciado até o fechamento desta edição.














