Vídeos revelam como reunião de condomínio virou 'sentença de morte' para Daiane Alves; veja
Gravações revelam ataques, expulsão e o clima de guerra entre síndico e vítima antes de execução brutal

Mais de cinco horas de gravações agora ajudam a entender os bastidores de uma relação marcada por conflitos e que terminou em uma tragédia sem precedentes em Caldas Novas. O material revela a tensão em uma assembleia de condomínio que, sob o pretexto de discutir normas internas, transformou-se em um palco de acusações e ataques contra Daiane, assassinada a tiros pelo síndico Cleber Rosa.
As imagens mostram uma reunião híbrida, presidida por Cleber e secretariada pelo filho, Maicon Douglas. O clima esquentou quando Daiane foi impedida de entrar, sob a alegação de que a procuração não atendia às regras da convenção. Por 15 minutos, o encontro ficou suspenso enquanto o síndico barrava a moradora do lado de fora.
Durante a pauta de expulsão, Cleber desferiu uma série de ataques: acusou Daiane de "gato" de energia e de ameaçar outros moradores. Mesmo com a intervenção da irmã da vítima e de vizinhos que pediam o direito de defesa, o "tribunal" seguiu. O resultado foi de 54 votos pela expulsão, dando a Daiane apenas 12 horas para deixar o prédio e manter distância de 100 metros.
Poucos dias após conseguir reverter a expulsão na Justiça e retornar ao seu lar, Daiane foi morta. No dia 17 de dezembro, ela foi surpreendida pelo síndico no subsolo do edifício e executada com dois tiros na cabeça.
Após o crime, o corpo de Daiane desapareceu, mergulhando a família em 41 dias de angústia. O mistério só terminou quando Cleber confessou o assassinato e indicou o local onde ocultou o cadáver. Ele agora responde por homicídio qualificado com três agravantes e ocultação de cadáver.

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