Vídeo flagra prisão de ginecologista acusado de estupro; número de vítimas dispara - assista
Prisão dentro de casa, silêncio na delegacia e novas denúncias após divulgação do caso ampliam a lista de vítimas em Goiânia e Senador Canedo

A prisão do ginecologista Marcelo Arantes, acusado de estuprar pacientes durante consultas e exames em Goiânia e Senador Canedo, desencadeou uma onda de novas denúncias. Um vídeo mostra o momento em que ele é detido em casa, sem resistência, enquanto na delegacia o médico opta por permanecer em silêncio. Após a divulgação do caso, o número de vítimas subiu para 21 mulheres, que relatam abusos ocorridos ao longo dos últimos anos.
A investigação ganhou força na tarde desta quinta-feira, quando policiais civis prenderam o médico dentro da própria residência, em Senador Canedo. O momento da prisão foi registrado em vídeo e rapidamente passou a circular, aumentando a repercussão do caso. Segundo a polícia, ele não reagiu à abordagem e foi levado diretamente para a Delegacia da Mulher.
Na unidade policial, diante das acusações, Marcelo Arantes preferiu não se pronunciar. O silêncio chamou atenção dos investigadores, principalmente diante da quantidade de relatos semelhantes reunidos ao longo do dia. A prisão é preventiva, sem prazo determinado, e foi reforçada por decisão da Justiça que considerou necessário proteger as vítimas e garantir o andamento das investigações.
Com a exposição do nome e da imagem do médico, outras mulheres decidiram procurar a polícia. Só em Senador Canedo, 12 vítimas já foram identificadas e ouvidas. Em Goiânia, pelo menos nove casos estão sob investigação. Os relatos apontam para um padrão de comportamento durante consultas ginecológicas e exames, em momentos de vulnerabilidade das pacientes.
Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, contou que buscou atendimento no início do ano para reposição hormonal, mas acabou surpreendida pela conduta do médico durante exames. Segundo ela, houve toques indevidos e manipulação inadequada de equipamentos, além de tentativas de contato físico em regiões íntimas e no seio, sem justificativa médica. O abuso, segundo o relato, teria continuado sob o pretexto de aplicação de vitaminas.
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O caso veio à tona após denúncias semelhantes feitas por pacientes, com registros que remontam a 2017. Outros episódios teriam ocorrido em 2020, 2025 e 2026, em clínicas das duas cidades. Antes mesmo da prisão, a Justiça já havia determinado medidas cautelares, incluindo a suspensão do registro profissional, decisão cumprida pelo Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego).
Após ser ouvido, o médico foi encaminhado ao presídio de Senador Canedo, onde permanece em cela separada. A audiência de custódia está prevista para esta sexta-feira (24). Enquanto isso, a Polícia Civil reforça o pedido para que possíveis vítimas procurem a delegacia.
A defesa de Marcelo Arantes criticou a prisão e afirmou que as medidas cautelares anteriores seriam suficientes. Também declarou confiar na inocência do médico e demonstrou preocupação com o que chamou de pré-julgamento e exposição excessiva.
Já o Cremego informou que as denúncias estão sendo apuradas sob sigilo. O caso segue em investigação, com expectativa de que novos relatos ainda possam surgir nos próximos dias.
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