Vídeo choca ao mostrar ex-padre beijando criança em lanchonete; assista
Ex-padre suspeito de abusar de crianças foi expulso de igreja por estupro e furto, diz polícia. Defesa diz que ele é inocente.

Um ex-padre de 58 anos foi preso após ser acusado de abusar de crianças em uma lanchonete na cidade de Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia. Funcionários do local testemunharam e filmaram os abusos. A Polícia Militar confirmou que o homem, identificado como Onyemauche Cletus Chukwujioke, já havia sido expulso da igreja por estupro e furto.
A defesa do suspeito afirmou que ele é inocente e destacou sua trajetória de trabalho comunitário. No entanto, a polícia relatou que o homem confessou ter tocado e beijado as crianças de forma inapropriada. Ele também admitiu ter passagens criminais anteriores.
“Ele disse à equipe que já respondeu por estupro e relatou que atualmente está afastado da igreja”, relatou a polícia capitã da PM Roberta Vieira.
Roberta Vieira disse que a PM verificou que ele já havia respondido também por furto a uma igreja. A advogada Cinthia Rosa de Oliveira disse que Onyemauche foi inocentado do estupro anterior e do furto.
“[Ele tinha] um controle próprio de entrada e saída das doações, onde ele conseguiu provar que não havia desvio de valores”, informou a defesa.
Em nota, a defesa de Onyemauche disse que ele é inocente e que ele “tem uma trajetória de vida marcada por ações sociais e trabalho comunitário”.
Vídeos obtidos pela polícia mostram o momento em que o ex-padre toca uma das vítimas e beija o pescoço de outra criança. O suspeito, que nasceu na Nigéria e se naturalizou brasileiro em 2013, foi preso na última sexta-feira (7) e segue detido.
A Polícia Civil investiga o caso e tenta apurar se há mais vítimas. A defesa do acusado alega que ele foi inocentado em casos anteriores e que sua prisão atual é injusta.
Novo vídeo mostra quando ex-padre preso suspeito de estuprar crianças beija uma delas
Um novo vídeo mostra quando um ex-padre, preso suspeito de abusar de crianças dentro de uma lanchonete, em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, acaricia e beija uma das crianças em uma soverteria (assista abaixo). O caso é investigado pela Polícia Civil (PC).
"Quando a equipe chegou no local [lanchonete] ele não estava mais. Foi acionado o serviço de inteligência que conseguiu localizá-lo em uma sorveteria. Lá foram produzidas mais imagens dele acariciado e beijando a criança”, informou a capitã da Polícia Militar (PM) Roberta Vieira.
Nota da defesa de Onyemauche Cletus Chukwujioke
A defesa reafirma que o acusado é inocente e que não há provas concretas que justifiquem sua prisão. Ressaltamos que ele foi vítima de um julgamento precipitado, agravado pelo racismo estrutural, que historicamente criminaliza determinadas pessoas com base em estereótipos.
Já recorremos da decisão de manter o acusado detido junto aos órgãos superiores, pois entendemos que sua prisão é injusta e desproporcional, violando o princípio da presunção de inocência. Confiamos que a instância superior analisará o caso com imparcialidade e garantirá seu direito de responder ao processo em liberdade.
O acusado nega qualquer envolvimento nos fatos imputados e está totalmente disposto a colaborar com a Justiça para provar sua inocência. Ele tem uma trajetória de vida marcada por ações sociais e trabalho comunitário, especialmente no âmbito da Igreja Católica, ajudando crianças, mães solteiras e órfãos. Seguiremos firmes na busca pela verdade e por um julgamento justo.
Reafirmamos nossa confiança na Justiça e exigimos que o devido processo legal seja rigorosamente observado, sem contaminação por pré-julgamentos ou preconceitos de qualquer natureza. A verdade prevalecerá.
Cinthia Rosa de Oliveira
Nota da defesa do ex-padre na íntegra:
"Diante da prisão do O.C.C, manifestamos nossa profunda preocupação com a forma como o caso vem sendo tratado. Observamos um processo de criminalização acelerada e midiática, sem que sejam respeitados os princípios constitucionais da ampla defesa e da presunção de inocência.
Não podemos ignorar que a prisão de um padre negro, cuja trajetória é marcada pela espiritualidade e serviço à comunidade, ocorre em um contexto de seletividade penal, onde pessoas negras frequentemente são alvos de processos que desconsideram garantias fundamentais. A forma como a investigação está sendo conduzida e a ausência de elementos probatórios periciais reforçam a necessidade de um olhar atento para possíveis motivações raciais subjacentes à acusação.
Além disso, é inegável que a Igreja Católica, historicamente, tem sido alvo de tentativas de deslegitimação, sobretudo quando religiosos exercem um papel social relevante e influente. O padre O.C.C, sempre atuou em prol dos mais necessitados, levando sua fé e compromisso àqueles que mais precisam. É essencial que seu caso seja tratado com o devido rigor jurídico, mas sem atropelos ou julgamentos precipitados que violem seus direitos.
Reafirmamos nossa confiança na Justiça e exigimos que o devido processo legal seja rigorosamente observado, sem contaminação por pré-julgamentos ou preconceitos de qualquer natureza."












