Vereador goiano condenado por corrupção segue "preso" em hospital
Fábio Moura Siqueira, o Kebinha, se encontra hospitalizado e sob vigilância policial, até receber alta médica, quando será encaminhado ao presídio para o cumprimento da pena.

Vereador por São Simão, Fábio Moura Siqueira, mais conhecido como Kebinha (PTB), condenado pelos crimes de peculato e corrupção passiva, com mandado de prisão em aberto, foi localizado em um hospital particular em Rio Verde (232 km da Capital), onde o mandado de prisão foi cumprido na sexta-feira (24) por agentes Grupo de Repressão a Crimes Patrimoniais (Gepatri).
Segundo os policiais, com a informação do paradeiro do vereador, os agentes se deslocaram à unidade de saúde e realizaram a prisão.
Os investigadores explicam que Kebinha foi investigado pelos crimes de peculato e corrupção passiva na comarca de São Simão, sendo condenado ao cumprimento em regime fechado.
Portanto, o autor se encontra hospitalizado e sob vigilância policial, até receber alta médica, quando será encaminhado ao presídio para o cumprimento da pena.
O advogado Peterson Prado, defesa constituída pelo ex-vereador Fábio Moura Siqueira, confirma que o vereador segue internado e diz se tratar de “grave estado de saúde”, mas não detalhou sobre “qual doença” teria levado o parlamentar à internação hospitalar.
Peterson Prado alega ainda que “não se afigura minimamente crível ou adequado a ordem de prisão imediata de Fábio Moura Siqueira, que”, segundo o advogado, o cliente “respondeu a todo o processo em liberdade, comparecendo a todas as intimações judiciais”.
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Acrescenta que Fábio ocupa cargo público de grande relevância para o Município de São Simão, o que, no mínimo, prudência realizando sua intimação anterior para que se pudesse apresentar voluntariamente para o cumprimento da pena.
A defesa também esclarece que já foi impetrado Habeas Corpus visando a concessão de sua prisão domiciliar.
“Asseveramos que utilizaremos todos os meios legais para desfazer esta injustiça, inclusive com a responsabilização daqueles que, indevidamente e sem conceder o direito de resposta, maculam sua imagem”, afirma o advogado.
Veja nota da defesa na íntegra
"A Defesa do acusado manifesta seu profundo estarrecimento diante da publicidade dada à diligência realizada nesta data pela Polícia Civil. O processo ao qual Fábio Moura é parte tramita sob segredo de justiça, sendo, portanto, inadmissível que conteúdos processuais estejam sendo divulgados de forma irresponsável por determinados meios de comunicação.
Ademais, não se afigura minimamente crível ou adequado a ordem de prisão imediata de Fábio Moura Siqueira, que respondeu a todo o processo em liberdade, comparecendo a todas as intimações judiciais. Além disso, Fábio ocupa cargo público de grande relevância para o Município de São Simão/GO, o que, no mínimo, prudência realizando sua intimação anterior para que se pudesse apresentar voluntariamente para o cumprimento da pena.
Gerando uma condenação midiática e pública, sem a devida preservação do sigilo em que os autos se encontram.
Repudiamos, portanto, as acusações e a publicidade dada unilateralmente aos fatos. Acreditamos que, ao final, ficará demonstrado que a ação que culminou em sua condenação está eivada de vícios e atos nulos, comprovando, assim, a inocência de nosso cliente.
De forma alguma, entretanto, passarão em branco toda e qualquer publicidade degradatória.
Asseveramos que utilizaremos todos os meios legais para desfazer esta injustiça, inclusive com a responsabilização daqueles que, indevidamente e sem conceder o direito de resposta, maculam sua imagem.
Fábio encontra-se detido em um hospital, diante do grave estado de saúde em que se encontra. Já foi impetrado Habeas Corpus pela defesa, visando a concessão de sua prisão domiciliar.
Estamos confiantes na procedência das ações e na consequente reversão de sua condenação, demonstrando sua inocência e restabelecendo a justiça.
Por fim, cumpre informar que Fabio aguarda serenamente o trâmite de seus pedidos e confia na justiça".

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