Vereador alvo da polícia reclama que "prostituta tem mais moral que político"
Parlamentar de Anápolis ainda reclamou que tem que pagar do próprio bolso coroas de flores de eleitores

Desemprego, inflação e fome. Nada disso chamou mais atenção do vereador de Anápolis, Luzimar Silva (PMN), no grupo do WhatsApp da Câmara Municipal, do que a falta de "banquete" para os parlamentares.
O print foi divulgado pelo Portal 6, de Anápolis, depois do comentário do político na quarta-feira (25). Luzimar Silva se manifestou depois que outro vereador, Wederson Lopes (PSC), compartilhou um texto sobre um vereador mineiro que reclamava da falta de pão de queijo antes da sessão.
O comentário foi feito 13 dias depois que a Polícia Civil deflagrou uma operação na Câmara Municipal, no gabinete de Luzimar, em busca de provas de suspeita de peculato, a conhecida rachadinha - prática onde parlamentares ou secretários recebem parcial ou integralmente o salário de servidores nomeados.
Com um português sofrível, o parlamentar reclama que "hoje em dia retirou muita coisa". Ele relembra que os vereadores já tiveram plano de saúde e que, agora, "temos que colocar gasolina do próprio bolso para ver demandas longe de onde moramos (sic)".
Ainda na lamúria, o vereador diz que, "se por no bico da caneta tamos pagando para trabalhar". Ele ainda completa: "Hoje uma garota de programa tem mais moral que um vereador (sic)".
Ele continua, desapontado: "Nois somos chamado de corrupto ladrão vagabundos etc, a garota [de programa] de coitadinha. Eu não quero isso mais para a minha vida mais não (sic)".
É, a vida do vereador Luzimar, que recebe R$ 11.692,88 como salário, não anda nada fácil.
A reportagem ligou cinco vezes para o vereador, mas ele não atendeu.
Reprodução / Portal T6














