“Turbinada do Comboio” é presa em operação contra lavagem de dinheiro e tráfico; veja fotos
Ela publicava conteúdos de ostentação, com registros em motos aquáticas, passeios em carros de luxo, hospedagens em hotéis de alto padrão e dias de lazer em clu

As apurações apontam que se trata de Francyara da Silva, conhecida como “Turbinada do Comboio”.
Uma mulher presa durante a Operação Fornitori, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal, é investigada por supostamente integrar um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e a uma facção criminosa com atuação interestadual. As apurações apontam que se trata de Francyara da Silva, conhecida como “Turbinada do Comboio”.
Nas redes sociais, onde acumulava cerca de 4,2 mil seguidores, ela publicava conteúdos de ostentação, com registros em motos aquáticas, passeios em carros de luxo, hospedagens em hotéis de alto padrão e dias de lazer em clubes e lagos. Segundo a investigação, o estilo de vida exibido nas redes sociais não condizia com a renda declarada pelos investigados.
Os policiais identificaram indícios de que os recursos utilizados para financiar os bens e atividades de luxo teriam origem no tráfico de drogas comandado pela facção criminosa conhecida como Comboio do Cão. As apurações indicam ainda que o companheiro da investigada utilizava contas bancárias em nome dela para movimentar valores oriundos da venda de entorpecentes, com o objetivo de ocultar e disfarçar a origem ilícita do dinheiro.
Operação Fornitori
A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado do DF, em conjunto com o Ministério Público, e faz parte de uma força-tarefa que mira o braço financeiro e logístico da organização criminosa. Ao todo, cerca de 120 policiais cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão no Distrito Federal, em Goiás e no Mato Grosso do Sul.
De acordo com as investigações iniciadas em 2023, o grupo criminoso atuava de forma estruturada, com divisão de funções e uso de mecanismos sofisticados para ocultação de patrimônio. Entre as estratégias identificadas estão o uso de empresas de fachada, imóveis e veículos de luxo registrados em nome de terceiros.
As investigações também apontam que a ostentação de bens incompatíveis com a renda oficial dos envolvidos chamou a atenção dos agentes, reforçando os indícios de lavagem de dinheiro e ocultação de capitais. Há ainda suspeita de utilização de familiares e terceiros para movimentação financeira da facção.
Muita droga
O grupo já foi relacionado a grandes apreensões de drogas, incluindo mais de seis toneladas de maconha em 2023 e outras duas toneladas interceptadas recentemente em Mato Grosso do Sul.
Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas podem ultrapassar 40 anos de prisão, caso haja condenação.
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