Trio tenta entrar na Câmara com canivetes e armas de choque
O flagrante ocorreu durante a inspeção de segurança obrigatória na entrada do edifício-sede, em Brasília, e levou à imediata prisão dos suspeitos

A Polícia Legislativa Federal da Câmara dos Deputados deteve, na manhã de terça-feira (29), três indivíduos que tentavam ingressar nas dependências do Congresso Nacional portando canivetes e armas de choque elétrico. O flagrante ocorreu durante a inspeção de segurança obrigatória na entrada do edifício-sede, em Brasília, e levou à imediata prisão dos suspeitos, conforme os protocolos de segurança vigentes.
De acordo com nota divulgada pela corporação, os equipamentos foram identificados no momento da revista por agentes da segurança legislativa. Assim que os objetos proibidos apareceram nos detectores, os policiais abordaram o trio e encaminharam os envolvidos à Delegacia da Polícia Legislativa Federal, instalada dentro do próprio complexo do Congresso.
A corporação informou que os três detidos prestaram depoimento e foram liberados após assinarem Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), instrumento jurídico utilizado para crimes de menor potencial ofensivo. Eles se comprometeram a comparecer em juízo quando forem convocados.
Segundo os autos, a conduta dos suspeitos se enquadra no artigo 19 do Decreto-Lei nº 3.688/1941, também conhecido como Lei de Contravenções Penais, que proíbe o porte de armas fora de casa ou de locais autorizados, sem licença da autoridade competente. A pena prevista é de prisão simples ou multa.
Fontes da segurança da Câmara informaram que os objetos apreendidos — dois canivetes e três dispositivos de choque elétrico — foram recolhidos para perícia. Nenhum dano foi registrado e não houve resistência durante a abordagem. Os detidos não possuíam vínculo com o corpo técnico ou político da Casa.
A Polícia Legislativa Federal ressaltou que o Congresso mantém fiscalização rigorosa sobre o ingresso de pessoas e materiais no complexo, com detectores de metais, câmeras e agentes em tempo integral. “Todos os visitantes e servidores passam pelos procedimentos de inspeção e segurança, sendo proibida a entrada de qualquer item potencialmente perigoso”, reforçou o órgão em comunicado.
O episódio reacendeu debates internos sobre a segurança nas casas legislativas em momentos de maior circulação de público, especialmente em dias de votação e visitas guiadas. Apesar disso, a Polícia Legislativa afirmou que o esquema de vigilância segue “em total funcionamento e dentro das normas estabelecidas”.

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