Três servidores da Saneago estão envolvidos em fraudes de contratos e licitações com empreiteira
Segundo o delegado Alexandre Otaviano, as investigações começaram após denúncia da própria companhia e são relativas a contratos firmados entre os anos de 2010 a 2017.

Investigações da Operação Collusion, deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (18), para apurar possíveis fraudes em licitações e contratos entre a Saneago, seis municípios e a empresa Sanefer, investiga ao todo 13 alvos, entre eles ex-servidores da companhia de água e ainda três funcionários que ainda atuam na empres. Segundo o delegado Alexandre Otaviano, a própria Saneago denunciou notícia-crime após auditorias em contratos com a empresa citada e deu origem às apurações.
“A Saneago realizou o pagamento de obras que não foram finalizadas, umas que foram finalizadas, mas que não chegaram a desempenhar a sua função social, o que gerou prejuízo ao erário, no caso ao Estado de Goiás. Algumas obras foram pagas, inclusive, em duplicidade, gerou um prejuízo muito elevado no valor de quase R$ 57 milhões, o que levou a Justiça autorizar bloqueiode bens dos investigados para o ressarcimento ao Estado.”, explicou o delegado.
Ainda segundo Alexandre Otaviano, as investigações são relativas a contratos firmados entre os anos de 2010 a 2017. Entre os municípios que teriam contratos ou licitações com participação da Sanefer e suspeitas de fraude estão: Iaciara, Rio Verde, Aragarças, Nerópolis, Pires do Rio e Campos Belos, além de Goiânia e Anicuns, que foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (13).
Entre os bens bloqueados estão 9 veículos de luxo, avaliados em R$ 2 milhões, que foram apreendidos. Otaviano destacou que até o momento não há informações sobre servidores de prefeituras envolvidas no esquema.
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Em nota, a Saneago informou que não houve busca a apreensão em nenhuma unidade da Companhia.
“Esclarecemos que a Operação investiga contratos antigos e que atualmente a Saneago não possui nenhum contrato com a Sanefer.
A Companhia ainda não recebeu informações aprofundadas sobre a Operação, mas esclarece que, desde 2019, todos os contratos celebrados com a Sanefer, entre outros, foram objeto de auditoria interna. Os resultados, inclusive, foram encaminhados à Delegacia Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás, para apuração. Além disso, a Saneago já ingressou com ações judiciais para ressarcimento de danos causados pela empreiteira.
A Companhia aguarda os resultados das investigações. E, como sempre tem feito nesta gestão, seguirá colaborando para esclarecimentos”.
Já a empresa contratada, Sanafer,, alegou que não existe indícios de crime nos fatos apresentados.
“A operação ostensiva realizada pela delegacia de combate a corrupção do estado de Goiás é mais uma das que buscam criminalizar fatos idôneos, que, assim como os outros nos últimos anos, estão dentro dos limites legais. Infelizmente, até que se demonstre isso, há as execrações públicas, que serão repelidas tecnicamente, assim como nos outros casos deflagrados nos últimos anos.
A absurda operação deflagrada hoje, em relação a fatos oriundos da SANEAGO, já foram amplamente investigados por ocasião da operação decantação, deflagrada pela Polícia Federal em Goiás , em agosto de 2016 aprofundando em fatos da última década, os quais foram rejeitados pela Justiça Federal por entender que, o que havia, em verdade, era a “criminalização de atividade política”.
Depois de aproximadamente 08 (oito) anos da referida operação, por meio da Justiça Estadual, se determina novas buscas e apreensões para se buscar e apreender elementos que já foram apreendidos e devolvidos pela Justiça Federal, sem qualquer contemporaniedade com os fatos a garantir um mínimo de eficiência na medida drástica de afastamento da inviolabilidade do domicílio, mas tão somente para praticar o que o direito americano chama de fishing expedition (pescaria predatória), em que se realiza a busca sem objetivo certo.
A defesa técnica, tão logo tenha acesso a integralidade dos autos, exercerá o contraditório a fim de demonstrar que não existe, sequer, indícios de crime nos fatos apresentados, assim como fez e faz em todos os outros fatos, mas tão somente uma fábula contada para atingir o seu desiderato.
Acredita, que assim como em todos os outros casos, a Justiça reconhecerá a licitude dos fatos imputados”.
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