Traficantes goianos, Escadão e Barney viviam em mansões dentro da Rocinha no RJ
Investigações apontam que os criminosos goianos ligados ao Comando Vermelho construíram casas de luxo na comunidade

As polícias de Goiás e do Rio de Janeiro descobriram que parte dos chefes do tráfico goianos procurados pela megaoperação contra o Comando Vermelho (CV) levava uma vida de luxo em meio à pobreza das favelas cariocas. Imagens registradas durante a ação revelaram mansões com piscinas, móveis modernos e acabamento de alto padrão construídas em plena Rocinha, uma das maiores comunidades do Rio.
De acordo com a Polícia Militar de Goiás, uma das residências pertencia aos traficantes Kleber José Martins, conhecido como Escada ou Escadão, e Caio César Alves Ferreira, o Barney. Naturais de Goiânia, os dois são apontados como líderes do tráfico local e usaram dinheiro do crime para erguer imóveis de luxo no morro.
“Era uma estrutura que destoava completamente do entorno. Parecia uma casa de bairro nobre, mas estava no meio da Rocinha”, relatou um policial que participou da operação.
As mansões contavam com duas piscinas, eletrodomésticos de última geração e decoração planejada. Segundo a Polícia Civil, Barney e Escadão estão foragidos desde 2022 e podem estar escondidos em outras comunidades do Rio sob proteção do Comando Vermelho.
A Polícia Civil do Rio confirmou que nove dos 121 mortos na operação são goianos. Entre eles estão Fernando Henrique dos Santos, o Fernandinho, e Marcos Vinicius da Silva Lima, o Rodinha, apontados como chefes do tráfico em Goiânia e Itaberaí. Ambos estavam foragidos da Justiça e haviam fugido para o Rio.
As investigações indicam que Fernandinho, de 29 anos, mantinha o controle das operações em Goiás mesmo à distância, com ligações diretas ao CV. Já Rodinha, de 27, mudou-se para o Rio entre o fim de 2024 e o início de 2025, onde passou a comandar pontos de venda de drogas em comunidades da zona sul.
Outros dois goianos mortos na ação foram identificados como Éder Alves de Souza e Adan Pablo Alves de Oliveira, ambos ligados ao Comando Vermelho e com mandados de prisão em aberto.
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que segue colaborando com as investigações e reforçou o monitoramento de possíveis conexões da facção no estado.












