Traficante preso mandou executar rival "informante da polícia" e esposa na Avenida Mato Grosso
A investigação revelou que Wellington se passava por traficante, mas uma facção rival descobriu que ele era, na verdade, um informante. Sua esposa, Karine, foi morta simplesmente por estar no carro no momento do crime.

A Polícia Civil de Goiás concluiu a investigação do chocante duplo homicídio de Wellington Elias da Silva e sua esposa, Karine Vitória de Castro, ocorrido em Goiânia. As imagens perturbadoras de um vídeo mostram o casal sendo brutalmente assassinado a tiros dentro de seu carro.
O delegado Ernane Cazer revelou que o crime foi ordenado por um traficante atualmente preso.
“Ele mandou matar a vítima por causa de uma disputa pelo tráfico de drogas na região e pelo fato de Wellington ser informante da polícia, repassando informações sobre traficantes”, explicou o delegado.
A investigação revelou que Wellington se passava por traficante, mas uma facção rival descobriu que ele era, na verdade, um informante. Sua esposa, Karine, foi morta simplesmente por estar no carro no momento do crime.
Quatro pessoas foram presas em conexão com o crime.
A primeira prisão ocorreu em outubro de 2023 e a mais recente em 23 de fevereiro de 2024. Segundo o delegado Cazer, o executor do crime confessou sua participação, enquanto os outros negam envolvimento. No entanto, o investigador ressaltou que existem provas materiais e documentais que comprovam a participação de todos os quatro no crime.
O delegado Cazer destacou a audácia do crime, cometido em plena luz do dia em uma área movimentada.
“Chamou atenção pelo fato da gravidade que foi cometida durante o dia, em uma região onde circulavam várias pessoas e veículos naquele momento. Poderia ter resultado em outras mortes e pessoas feridas que estavam transitando ali pelo local”, disse.
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Em 18 de outubro de 2023, o suspeito de ser o executor foi preso e a polícia apreendeu a arma do crime e drogas. Através do celular do suspeito, a polícia chegou ao mandante, ao condutor da motocicleta usada no crime e a outro suspeito.
“Havia uma carta entre o mandante e o executor onde eles falavam do crime. Conseguimos prender o condutor da motocicleta em dezembro de 2023. Antes de prendê-lo, já tínhamos localizado a motocicleta usada no crime”, disse o delegado.
O mandante do crime já estava preso por outro delito e permaneceu detido pela suspeita do duplo homicídio. O quarto preso teria sido responsável por informar em tempo real a localização do casal, facilitando a execução do crime.

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