Técnica de enfermagem do Hetrin é presa e pode ter causado morte de colega
Em depoimento à Polícia Civil, a profissional negou ter fornecido morfina para sua colega de trabalho, Gesielly Fernandes da Silva, que morreu por overdose de anestésicos

Uma técnica em enfermagem, nome não divulgado, do Hospital Estadual de Trindade (Hetrin), está sob investigação por suposto tráfico de medicamentos controlados.
Em depoimento à Polícia Civil, a profissional negou ter fornecido morfina para sua colega de trabalho, Gesielly Fernandes da Silva, que morreu por overdose de anestésicos.
A técnica foi presa durante uma operação conjunta entre a Polícia Civil e o hospital, mas conseguiu um habeas corpus posteriormente. Em seu depoimento, ela admitiu conhecer Gesielly e confirmou que a colega frequentemente pedia morfina a ela.
No entanto, afirmou que nunca atendeu aos pedidos, ciente da condição depressiva da colega.
Durante a operação, mais de 130 unidades de medicamentos foram apreendidos na residência da suspeita. Ela declarou que os medicamentos pertenciam ao Hetrin e a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Trindade, onde alegou ter trabalhado.
A suspeita justificou a posse dos remédios afirmando que eram de pacientes que recusaram a medicação.
Ela também mencionou que os levava para casa para aliviar as dores do marido, que sofreu um acidente.
Entretanto, a Prefeitura de Trindade contestou essa alegação, afirmando que a técnica nunca trabalhou na UPA, mas apenas em áreas administrativas do Conselho Municipal de Saúde, sem contato com medicamentos.
Jhessica Fernandes, irmã de Gesielly, afirmou que a vítima comprava morfina de colegas devido à sua depressão e dependência do medicamento para aliviar dores.
Segundo Jhessica, Gesielly aplicava morfina em si mesma e, em conversas de celular, mencionava suas dores e pedia apoio emocional às amigas, que sabiam de sua condição.
O delegado Thiago Martinho revelou que funcionários do hospital falsificavam o estado de saúde de pacientes para obter morfina e desviar o medicamento.
A investigação também descobriu que, além de morfina, antibióticos, tramal e tramadol eram negociados por técnicos de enfermagem e enfermeiros do hospital.
A Polícia Civil classificou o hospital como vítima de crimes de peculato, associação criminosa, tráfico de drogas e homicídio.
O Hetrin, em nota, afirmou estar colaborando com as investigações e que demitiu os funcionários envolvidos assim que tomou conhecimento dos fatos suspeitos.
Medicamentos apreendidos na casa na técnica

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