Soldado goiano é preso por trabalhar "bêbado" e causar acidente com viatura; Justiça solta
Lucas foi flagrado após teste de alcoolemia indicar 0,74 mg/L; defesa nega embriaguez aparente, aponta colaboração e ausência de vítimas. Paralelamente, denúncias e acusações envolvendo vida pessoal ampliam repercussão

Justiça Militar acatou a argumentação da defesa e colocou Lucas Bandeira em liberdade durante audiência de custódia.
O soldado da Polícia Militar de Goiás, Lucas Bandeira da Silva foi preso em flagrante em um caso que começou com um acidente envolvendo uma viatura em Rio Verde e evoluiu para uma investigação por suposta embriaguez em serviço. O militarpassou por exame de alcoolemia que apontou 0,74 mg/L de ar alveolar expelido. A defesa sustenta que não havia sinais visíveis de embriaguez, que o acidente não deixou vítimas e que o policial colaborou com toda a apuração. Justiça Militar acatou a argumentação e colocou em liberdade durante audiência de custódia.
O caso teve início durante um deslocamento de rotina da Polícia Militar em Rio Verde, quando a viatura conduzida pelo soldado se envolveu em um acidente. O episódio não teria deixado feridos nem atingido terceiros, limitando-se a danos materiais em um pneu do veículo oficial.
Na sequência, o militar foi submetido a exame de alcoolemia, que apontou 0,74 mg/L de ar expelido, resultado que levou à autuação por suposto crime de embriaguez em serviço, previsto no artigo 202 do Código Penal Militar. Ele foi preso em flagrante.
Durante a audiência de custódia, a defesa argumentou que Lucas não apresentava sinais aparentes de embriaguez ao longo do serviço. Segundo os autos, o próprio comandante que o acompanhava na ocorrência afirmou não ter percebido alterações no comportamento, na coordenação motora ou na capacidade funcional do soldado, dizendo ter sido surpreendido pelo resultado do teste.
Outro ponto levantado pelos advogados foi o fato de que o acidente não gerou vítimas ou danos a terceiros, reforçando a tese de ausência de prejuízo mais grave à operação policial.
A defesa também relatou que o militar havia ingerido bebida alcoólica na noite anterior, durante uma confraternização ligada a um jogo da Seleção Brasileira, afirmando que ele acreditava estar apto ao trabalho no dia seguinte. Ainda segundo os advogados, não houve demonstração concreta de comprometimento das funções exercidas durante o expediente.
Foi destacado ainda que o soldado colaborou integralmente com as investigações, entregando espontaneamente armamento e celular e se submetendo voluntariamente ao teste de alcoolemia, sem resistência.
Com base nesses elementos, a Justiça Militar concedeu liberdade ao policial após audiência de custódia.
Paralelamente à investigação militar, o caso passou a ganhar ampla repercussão após declarações públicas da advogada Jordane Mota, em Goiânia, que afirmou ter encerrado relacionamento com o soldado após descobrir supostas traições e episódios de conflitos pessoais.
Em publicações nas redes sociais, a advogada relatou ter recebido informações obtidas por um detetive particular, contratado por terceiros, que apontariam supostas infidelidades envolvendo o militar em Pirenópolis. Ela também afirmou ter sido vítima de violência psicológica e ameaças, além de ter divulgado prints de mensagens atribuídas ao ex-companheiro.
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Entre as declarações, Jordane relatou um episódio em que o policial, supostamente embriagado, teria feito ameaças de morte dentro de um veículo, afirmando que a mataria e depois tiraria a própria vida.
A advogada ainda afirmou que o soldado responde a outros processos relacionados a violência doméstica e disparo de arma de fogo, o que teria impactado sua progressão na carreira. Uma ex-namorada também teria feito relatos públicos de agressões e conflitos em relacionamento anterior.
Em meio à repercussão, a Justiça indeferiu dois pedidos de prisão preventiva apresentados contra o soldado. O juiz responsável entendeu não haver elementos suficientes para a medida extrema.
A defesa de Jordane alegava descumprimento de medidas protetivas, incluindo supostas ligações feitas pelo policial. Já a defesa de Lucas afirma que os contatos seriam falsos, possivelmente gerados por aplicativos capazes de simular números de telefone, e sustenta que a ex-namorada não teria superado o fim do relacionamento.
O caso segue em investigação e continua gerando debates tanto no âmbito jurídico quanto nas redes sociais, onde as versões apresentadas pelas partes seguem em confronto aberto.
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