Sobrinhos de delegado teriam aplicado golpe em 50 pessoas; vítimas confirmam denúncia
Na lista ao qual a reportagem teve acesso, uma advogada teria comprado R$ 98 mil em produtos, mas não recebeu a entrega

Na denúncia feita pelo empresário Tiago do Piso, proprietário do Feirão do Porcelanato, aponta que o casal Fabrício Gonçalves Cavalcante Barros e Isabela Barros de Carvalho Cavalcante, esta última sobrinha do delegado Alexandre Bruno (acusado de envolvimento no caso), teria vendido pisos, recebido os valores e não realizado a entrega, causando prejuízo de aproximadamente R$ 600 mil aos clientes da empresa.
Caso a acusação seja confirmada, ambos podem responder por crime de estelionato.
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Um cliente que gastou R$ 103 mil disse ao G5News que realizou a compra dezembro passado e recebeu apenas 30% da mercadoria. Ele afirmou que na próxima semana irá ajuizar uma ação contra a franqueadora e contra o casal.
Na lista de denúncias ao qual a reportagem teve acesso, uma advogada teria comprado R$ 98 mil em produtos, mas não recebeu a entrega combinada por Fabrício e Isabela.
Além do suposto golpe nos clientes, a denúncia acusa o casal de furtar milhares de reais em porcelanatos e outros produtos.
Os materiais teriam sido entregues na casa de parentes dos então franqueados e até mesmo na Delegacia do Idoso de Goiânia, comandada pelo delegado Alexandre Bruno, tio de Isabela.
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Os acusados também teriam realizado dezenas de vendas “fiado”, o que é proibido pela franqueadora, causando ainda mais prejuízo.
No período em que administraram a empresa franqueada, em Goiânia, segundo auditoria feita pela franqueadora, os dois movimentaram cerca de R$ 4 milhões em vendas nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2023.
Mesmo com lucro alto, não realizaram os pagamentos de 14 cheques repassados à matriz do Feirão do Porcelanato para quitar os materiais vendidos.
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O prejuízo causado pelo casal, segundo a empresa, totalizaria R$ 2 milhões.
Desde ocorrido, Fabrício e Isabela deixou a cidade e não se comunica com o empresário com o objetivo de resolver as pendência e resolver o problema.
Outro lado
O advogado de Isabela e Fabrício, Guilherme Amaral, negou ao G5News na semana passada que seus clientes tenham aplicado golpe e afirmou que todas as vendas, enquanto o casal administrava a empresa, foram entregues.
Além disso, afirmou que o número de clientes que reclamaram da não entrega de produtos foi inflado por Tiago do Piso, ou seja, seria bem menor que o denunciado.
Guilherme Amaral enviou nota em que nega todas as acusações contra Fabrício e Isabela.
Nota oficial - Fabrício e Isabela
Infelizmente foi publicado a maior mentira, que busca ser contada MIL VEZES, com a intenção que alguém compre como VERDADE. As investigações já mostraram que nenhuma das situações aqui narradas são verdadeiras. Jamais houve furto de piso ou qualquer outra coisa. O piso sempre foi da Franquia, não do FRANQUEADOR.
A Sra Isabela se tornou franqueada do Sr Tiago em um completa utopia, ou até mesmo pode se falar em tentativa de golpe. Infelizmente foi vítima de uma SITUAÇÃO muito bem arquitetada para que JAMAIS a franquia pudesse fluir. Inexistência de treinamento, falta de Processos administrativos, pisos quebrados, dentre outros pontos que estão todos sendo discutidos na justiça.
Por ameaças, até mesmo de MORTE, por parte do Sr Tiago e de terceiros, não houve como manter a franquia, tudo isso que está sendo apurado pela POLÍCIA CIVIL, que vem fazendo um trabalho correto, imparcial e com a busca pela verdade. Há hoje Inquérito Policial na Polícia Civil em Goiânia, na Decon e em Senador Canedo que todos demonstram que as falas do Sr Tiago são inverídicos e até criminosas.
O delegado Alexandre, JAMAIS cometeu qualquer crime, inclusive representou em juízo e o Sr Tiago. Ressalta-se que o Sr Tiago já foi até mesmo denunciado pelo MP, pelos crimes previsto nos Artigos 138, 139 e 140 do Código Penal e sua combinação com o artigo 141, parágrafo 2o e 141, II, todos na forma do artigo 69 do Código Penal, conforme processo 5226564-25.2024.8.09.0051. O deputado Quirino, não possui qualquer relação com a presente situação.
O que houve, foi que o Sr Fabrício doou um piso na delegacia, por ser proprietário do referido bem, deixando o Sr Tiago até mesmo ciente, haja vista que ele também fazia inúmeras doações. O Sr Fabrício não furtou, se se apropriou ou cometeu qualquer crime, haja vista que o bem era seu. Ele poderia ter doado a essa delegacia ou a qualquer outra instituição, que ele quisesse.

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